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IMS anuncia programação cultural robusta para 2025

O Instituto Moreira Salles (IMS) apresenta uma agenda robusta para 2025, abrangendo exposições, parcerias nacionais e internacionais, e iniciativas educacionais que reforçam sua posição como uma das principais instituições culturais do país.

A sede do IMS em São Paulo receberá exposições de grandes nomes da fotografia mundial. Entre os destaques estão Zanele Muholi, cuja obra documenta a beleza e o ativismo negro e queer na África do Sul; Gordon Parks, que capturou a vida de pessoas negras durante o regime de segregação nos EUA; Agnès Varda, conhecida por sua trajetória como cineasta e fotógrafa; e Luiz Braga, que revela a diversidade amazônica por meio de sua produção visual.

Além disso, o IMS apresentará uma exposição de fotografias produzidas pelo povo indígena Paiter Suruí, de Rondônia, organizada pelo Coletivo Lakapoy. A mostra trará um olhar histórico e contemporâneo sobre a cultura e o cotidiano desse povo.

Fátima Cabeleireira, 1991. | Foto: Luiz Braga

Novidades em Poços de Caldas

Após um processo de restauro e modernização, a sede do IMS em Poços de Caldas reabriu em 2024 e já anuncia uma programação intensa para o próximo ano. Em março, será inaugurada uma exposição inédita sobre Laudelina de Campos Mello, sindicalista nascida na cidade e pioneira na luta pelos direitos das trabalhadoras domésticas. No segundo semestre, a mostra Ocupação Eduardo Coutinho, realizada pelo Itaú Cultural, chegará ao IMS Poços, apresentando a trajetória e o processo criativo do renomado documentarista.

Rio de Janeiro: parcerias e itinerância

Enquanto a sede na Gávea permanece em obras, o IMS Rio mantém suas atividades em uma unidade provisória na Glória e segue ampliando parcerias. No Paço Imperial, a exposição Entre nós: dez anos da Bolsa ZUM/IMS, que reúne obras de 20 artistas e coletivos contemplados pelo programa de fomento à fotografia contemporânea, segue até 2 de fevereiro.

Parcerias e projeção internacional

O IMS também reforça sua presença no Ceará e no exterior. Na Pinacoteca do Ceará, em Fortaleza, está em cartaz Que país é este? A câmera de Jorge Bodanzky durante a ditadura brasileira, 1964-1985, até 13 de abril. Já a retrospectiva de Daido Moriyama, que estreou no IMS Paulista em 2022, segue sua itinerância internacional. A mostra estará no Photo Elysée, em Lausanne, na Suíça, até 23 de fevereiro, após passar por Berlim, Londres e Helsinque.

Projetos educativos ampliados

Na área de Educação, o IMS continua a desenvolver iniciativas que promovem a formação cultural e artística. No Rio de Janeiro, a Escola Escuta, que mobiliza diálogos entre territórios populares e seus protagonistas, realizará a quinta edição do Escuta Festival em 18 de janeiro, no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB), com o tema Corpo-Utopia.

Em São Paulo, o projeto Assentamentos será lançado com foco em intercâmbios educativos e culturais entre diferentes territórios. As tradicionais oficinas gratuitas também retornam, abordando linguagens como fotografia, artes visuais e literatura. Para professores, o curso virtual Leituras de Mundo e materiais educativos sobre cultura visual ampliarão as possibilidades de formação.

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