Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Ana Beatriz Nogueira dirige peça sobre afeto interrompido

Redação Culturize-se

A atriz premiada Ana Beatriz Nogueira faz sua estreia na direção teatral com o espetáculo inédito “Ensaio Para Um Adeus Inesperado”, escrito por Sérgio Roveri, um dos principais nomes da cena teatral contemporânea paulistana. A peça, estrelada pelos atores Caio Manhente e Natália Lage, estreia em julho em quatro cidades da Grande São Paulo: Osasco (5 e 7), Campinas (21 e 22), Mauá (24 e 25) e Diadema (26 e 27).

Caio Manhente e Natália Lage em cena da peça "Ensaio para um adeus inesperado"
Foto: Guilherme Scarpa

A trama aborda a necessidade de acolhimento em momentos de crise e desesperança. Após a morte precoce do filho (interpretado por Caio Manhente), uma mãe (vivida por Natália Lage) busca reorganizar suas forças para continuar vivendo, embora sua vida jamais seja a mesma após aquela trágica manhã de segunda-feira.

A peça se desenrola por meio de dois monólogos alternados, nos quais mãe e filho relembram, cada um a seu modo, o evento traumático ocorrido sete anos antes, que alterou para sempre os destinos da família. Embora trate de um tema espinhoso e ainda considerado tabu na sociedade, “Ensaio Para Um Adeus Inesperado” busca mostrar caminhos de superação e a busca pela felicidade, especialmente da perspectiva da mãe.

Com uma narrativa que explora o afeto interrompido, a peça tem um forte potencial para despertar afinidade no público, oferecendo uma jornada de resiliência e redenção. A equipe criativa é liderada por Ana Beatriz Nogueira, uma figura de referência no teatro, cinema e televisão brasileira, com 40 anos de carreira e uma das únicas três atrizes brasileiras vencedoras do Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim.

A trilha sonora é assinada por Zélia Duncan, enquanto Analu Prestes é responsável pelo cenário e figurino.

O espetáculo traz à tona questões contemporâneas, como a relação entre pais e filhos, o sistema patriarcal, a pressão sobre jovens em transição para a vida adulta, a medicalização do sofrimento e a necessidade de manter as aparências em meio ao caos. Esses temas são abordados de maneira que refletem a atualidade, oferecendo novas perspectivas sobre essas questões fundamentais.

Isso pode te interessar

Artes Plásticas

Quando o lixo vira décor: a estética do que seria descartado

Pensar

A experiência do sentir na era da impermanência

Literatura

Lee Hong e as mulheres que desafiam as regras de uma Coreia em transformação

Radar Cultural

Na Serra da Mantiqueira, uma cidade inteira vira livro aberto

São Bento do Sapucaí (SP) transforma ruas, escolas e quintais em palco da 14ª FLIPES

Newsletter Gratuita

Tenha o melhor da cultura na palma da sua mão. Assine a newsletter gratuita de Culturize-se. Todos os dias pela manhã na sua caixa de e-mail.