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Mercado de arte contemporânea está em queda

Redação Culturize-se

O cenário do mercado de arte está mudando, revelando uma cena marcada por turbulências e reviravoltas. Leilões recentes, como o “Contemporary Curated” da Sotheby’s, o “New Now” da Phillips e o “Postwar to Present” da Christie’s, têm visto altas porcentagens de lotes vendidos, mas muitas peças têm alcançado preços significativamente mais baixos do que os máximos anteriores. A pintura “Sisters in Pink”, de Emmanuel Taku, outrora símbolo de preços em ascensão para artistas africanos emergentes, exemplifica essa tendência. Originalmente vendida por impressionantes US$ 189.000, foi revendida por meros US$ 8.000 apenas três anos depois, destacando a volatilidade do mercado e as duras realidades enfrentadas por colecionadores e investidores.

Imagem da obra Sisters in Pink
A pintura “Sisters in Pink” | Foto: Divulgação

A narrativa predominante de arte como uma opção de investimento lucrativa está sendo desafiada à medida que os preços despencam e a liquidez diminui. A financeirização da arte, antes aclamada como um caminho para retornos substanciais, agora está enfrentando escrutínio, pois os preços do mercado primário sobem além da viabilidade de revenda.

Obras de artistas renomados como Pat Steir, Frank Stella, Oscar Murillo e Dan Colen têm visto disparidades vastas entre as valorações do mercado primário e secundário, lançando dúvidas sobre a sustentabilidade do modelo impulsionado por investimentos. Essa desconexão entre os mercados primário e secundário destaca uma mudança fundamental na percepção de valor do mundo da arte e levanta questões sobre a viabilidade de longo prazo da arte como ativo de investimento.

Colecionadores e insiders da indústria estão lidando com essas dinâmicas em mudança, com alguns reconhecendo os preços inflacionados do mercado primário e outros adotando uma abordagem mais cautelosa para aquisições. À medida que o mercado de arte navega em terrenos incertos, as métricas tradicionais de valoração e investimento estão sendo reavaliadas, provocando uma conversa mais ampla sobre o valor intrínseco da arte e seu papel dentro do cenário financeiro maior.

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