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O caos entranhado de Mire Lee é destaque de exposição em Nova York

Artista sul-coreana é um dos nomes mais quentes da arte plástica contemporânea e acabou de inaugurar uma mostra individual no New Museum, em Manhattan

Redação Culturize-se

Mire Lee
Foto: Divulgação

A artista sul-coreana Mire Lee tem se destacado nos últimos anos devido à sua predileção por provocar desconforto na audiência. Na última Bienal de Veneza, ela participou da exposição principal com “Endless House: Holes and Drips” (2022), uma instalação monumental em que cerâmicas em formato de entranhas entrelaçadas eram espalhadas em uma estrutura de andaimes e constantemente revestidas por um espesso esmalte vermelho. A obra era estranhamente sangrenta e, quer os espectadores gostassem ou não, não conseguiam desviar o olhar.

A artista, de 34 anos, nascida em Seul e com base em Amsterdã, agora inaugurou sua primeira exposição solo em uma instituição nos Estados Unidos, no New Museum, em Manhattan. Com paredes feitas de tecido rasgado mergulhado em argila líquida e o ar engrossado por uma máquina de vapor, ela transformou a galeria do quarto andar em um palco sombrio e da cor de lama para uma série de novas esculturas cinéticas.

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Essas estranhas engenhocas mesclam elementos mecânicos – bombas, motores, barras de aço e mangueiras – com formas de tecido e cimento que aparentam ser organicamente caóticas. Trata-se de um sentido buscado, ainda que a bizarrice das obras reforce paradoxalmente sua antinatureza.

Em um canto anexado, uma fonte rudimentar flui com água turva, que é bombeada pela lateral antes de girar em torno de uma bacia de cimento e escoar. Suspenso do teto, há um grotesco conjunto de massas protuberantes mantidas juntas por cordas, em um estilo vagamente reminiscente de shibari. Juntos, esses seres trêmulos e animatrônicos criam um ambiente imersivo inquietante e em constante mudança. Os visitantes são convidados a ter uma experiência corporal peculiar.

Mire Lee busca, assim, uma noção de desconforto ruidosa e viabiliza sua arte apenas para aqueles que entendem ser este também um lugar de incômodo. A exposição fica em cartaz até 17 de setembro.

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