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Os empolgantes projetos de Luca Guadagnino

Reinaldo Glioche

O italiano Luca Guadagnino continua construindo uma das filmografias mais altivas e qualificadas do cinema contemporâneo. Seus filmes americanos ostentam alma europeia e seus filmes europeus encantam por conjugar características do cinema estadunidense. Essa alcunha de cineasta do mundo, que pode ser verificada no apaixonado e inquietante “Até os Ossos”, um dos melhores filmes de 2022, ganha ainda mais substância quando se vislumbra os projetos em que o diretor está envolvido.

Foto: reprodução/Variety

O primeiro deles, “Challengers”, já em pós-produção, reúne Zendaya, Josh o’ Connor e Mike Faist em uma comédia romântica ambientada no mundo do tênis. Espere comédia, romance e a estranheza cínica de um cineasta estrangeiro no gênero. O filme deve debutar nos festivais do 2º semestre.

Em pré-produção está “Queer”, nome que dispensa traduções. O clássico LGBTQIA+ escrito por William S. Burroughs será protagonizado por Daniel Craig, cada vez mais ousado depois de ter se aposentado de James Bond. Abaixo é possível ver Craig em um comercial da vodca Belvedere dirigido por Taika Waititi. Não é possível afirmar se Guadagnino fez o convite ao ator após assistir esse incendiária ação publicitária.

Com fortes tons autobiográficos, Queer acompanha Lee (Craig), que reconta a sua vida na Cidade do México ao lado de estudantes americanos expatriados e donos de bar, sobrevivendo na base de trabalhos de meio período e benefícios governamentais.

É neste momento que Lee conhecer Allerton, um jovem ex-oficial da Marinha que se torna seu amigo e amante. O personagem é inspirado por Adelbert Lewis Marker, que teve um relacionamento com Burroughs na Cidade do México nos anos 1950.

Francis McDormand também está confirmada no elenco.

O terceiro projeto, recém anunciado, será um filme sobre a vida de Audrey Hepburn e o ícone da moda e do cinema será vivido por Rooney Mara. O longa deve integrar o portfólio do AppleTV+.

São três filmes muito diferentes entre si e que sem o envolvimento de Luca Guadagnino não despertassem tanto interesse. Os últimos três longas do cineasta italiano, “Me Chame Pelo Seu Nome” (2017), “Suspiria – A Dança do Medo” (2018) e “Até os Ossos”, também foram bem diferentes, mas igualmente sedutores e instigantes.

A nova casa da Warner no Brasil

Se assinantes da HBO MAX estão incomodados com a retirada de produções, inclusive originais, do catálogo, os assinantes do Prime Video foram surpreendidos com a chegada de diversos filmes e séries produzidos pela Warner Bros. no portfólio do streaming de Jeff Bezos.

A Amazon já tinha acordo de licenciamento de alguns programas e filmes da Warner, mas agora garantiu a segunda janela para lançamentos de cinema – após oito meses de exclusividade na HBO MAX – e mais uma porção de séries e filmes, inclusive muitos clássicos . Tudo por conta da necessidade da Warner Discovery de minimizar sua dívida. A empresa retomou a política de licenciamentos e, assim, torna-se a única gigante do entretenimento com streaming próprio a fazê-lo.

Dica de série I

Foto: divulgação

E por falar em Prime Video, estreou na plataforma na última sexta (6) uma ótima série britânica que conjuga suspense e mistério com uma pitada de sobrenatural. Trata-se de “The Rig”, com seis episódios, um belo roteiro e protagonizada por Iain Glein, que depois de “Game of Thrones” tem se dedicado a séries menores, mas igualmente interessantes.

A trama acompanha um grupo de trabalhadores de uma plataforma de petróleo escocesa que prestes a voltar para o continente se depara com um fenômeno de difícil explicação com uma névoa persistente e atípica que encobre a plataforma e detona uma série de eventos sobrenaturais.

Dica de série II

Já na Netflix, a dica é “Machos Alfa”, uma série espanhola que brinca com as percepções em torno dos estereótipos de macheza nesses tempos de desconstrução da masculinidade. Os quatro protagonistas remetem a arquétipos interessantes do comportamento de homens em suas relações afetivas e refletem, ainda, a postura diante de convenções sociais em transformação.

Divertida sem ser panfletária, a série não quer forçar ninguém a ver o mundo diferente, mas tem bastante consciência do mundo em que habita e sabe que pode ser mais eficiente por meio do soft power.

Fotos: divulgação

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