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Xenia França e Zezé Motta abrem março no Sesc com shows intimistas em São Paulo

Redação Culturize-se

O mês de março começa com protagonismo feminino nos palcos do Sesc em São Paulo. Nos dias 7 e 8, Xenia França apresenta o espetáculo “Tudo sobre o amor” no Sesc 14 Bis, enquanto, no dia 7, Zezé Motta sobe ao palco do Sesc 24 de Maio com o show “Coração Vagabundo – Zezé canta Caetano”. Em comum, as duas artistas apostam no formato intimista de voz e piano para aprofundar a experiência musical.

Fotos: Divulgação

Radicada em São Paulo, a baiana Xenia França abre a temporada com duas apresentações inspiradas na trilogia da escritora bell hooks, que aborda o amor como força política e transformadora. O repertório reúne canções dos álbuns “Xenia” (2017) e “Em Nome da Estrela” (2022), este último vencedor do Latin Grammy 2023 na categoria Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa. As músicas ganham novos arranjos mais econômicos, destacando a potência vocal da cantora.

O espetáculo também incorpora resultados de uma pesquisa recente de Xenia sobre samba e jazz, incluindo releituras de obras de Dona Ivone Lara e Duke Ellington. A participação especial de Agnes Nunes amplia o diálogo geracional e estético. Um dos nomes em ascensão na música brasileira, Agnes lançou em 2022 o álbum “Menina Mulher” e, em 2024, “O Amor e Suas Variáveis”, trabalho que dá nome à sua atual turnê.

No mesmo dia 7, Zezé Motta apresenta uma leitura sensível do repertório de Caetano Veloso. No show “Coração Vagabundo”, a artista revisita clássicos como “Luz do Sol”, “Odara”, “Sampa” e “Tigresa”, imprimindo seu timbre de contralto e força interpretativa às composições.

Com carreira iniciada em 1968 na montagem de “Roda Viva”, de Chico Buarque, Zezé acumula mais de seis décadas de trajetória artística, mais de dez discos gravados e apresentações em palcos como o Carnegie Hall, nos Estados Unidos, e o Olympia de Paris. A artista também construiu carreira sólida no cinema e na televisão.

As apresentações reforçam o Sesc como espaço de encontro entre tradição e contemporaneidade, reunindo duas gerações de intérpretes em propostas que valorizam repertório, memória e reinvenção.

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