Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Teatro Claudio Santoro retoma protagonismo cultural em Brasília

Redação Culturize-se

Localizado entre a movimentada Rodoviária do Plano Piloto e os edifícios dos ministérios, o Teatro Nacional Claudio Santoro é um símbolo da cultura em Brasília. Com projeto assinado por Oscar Niemeyer, o espaço começou a ser construído poucos meses após a inauguração da capital, em 1960. No entanto, sua conclusão total ocorreu apenas em 1981, quando foi entregue à população como parte das comemorações do aniversário de 21 anos da cidade. Desde então, o teatro se tornou palco de importantes apresentações e um ponto de encontro entre artistas e público.

Após quase 11 anos fechado, o teatro vive agora uma nova fase. A reinauguração da Sala Martins Pena, em 2023, marcou o início da reabertura gradual do complexo. Foram investidos R$ 70 milhões pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em uma reforma que modernizou o espaço, atualizando-o para normas de segurança, acessibilidade e prevenção contra incêndios. Mais do que uma obra técnica, a reforma devolveu à cidade um espaço de convivência cultural e acesso democrático à arte.

O retorno emocionou antigos frequentadores, como o servidor público Guaraci Paes, de 56 anos. Ele lembra com carinho das inúmeras vezes que assistiu a espetáculos no teatro, principalmente óperas e balés. “Era um lugar sagrado para mim, porque reunia cultura e a arquitetura única de Brasília”, diz. O fechamento do espaço foi, para ele, motivo de indignação. Já a reabertura, trouxe alegria profunda: “Fiquei sem palavras”.

Outro nome marcante ligado ao teatro é o maestro Cláudio Cohen, regente da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro. Para ele, voltar à Sala Martins Pena foi como retornar a um lugar mágico. “É uma sensação de pertencimento. Vivi muitas histórias aqui desde os 16 anos, quando participei do concerto inaugural da orquestra”, comenta. Hoje, a orquestra realiza apresentações gratuitas todas as quintas-feiras, às 20h, democratizando ainda mais o acesso à música clássica.

Foto: Divulgação

Enquanto veteranos revivem memórias, novas histórias começam a ser escritas. A pequena Cecília Lisboa, de 7 anos, esteve pela primeira vez no teatro ao lado da mãe, a dentista Cinthia Lisboa. Encantada com o ambiente e atenta ao concerto do início ao fim, a menina resumiu a experiência com entusiasmo: “Foi incrível!”. Para Cinthia, a reabertura representa mais do que um espaço físico: “É um ambiente confortável, acessível e acolhedor para toda a família”.

A restauração do teatro, necessária há anos, só avançou de fato em 2022, com a união da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) e da Novacap, responsável pela execução da obra. Na primeira fase, houve a modernização da infraestrutura e a restauração da Sala Martins Pena. A próxima etapa já está garantida e prevê a recuperação completa do complexo, incluindo as salas Villa-Lobos, Alberto Nepomuceno, o foyer Villa-Lobos e o Espaço Dercy Gonçalves. O Teatro Nacional segue, assim, seu caminho de volta ao protagonismo cultural do país.

*com informações da Agência Brasília

Isso pode te interessar

Cinema

Em "O Convite", Olivia Wilde coloca casamento em xeque

Música

Sertanejo retoma trono do streaming brasileiro em 2026

“Eu Te Seguro (Ao Vivo)”, de Panda, lidera ranking do primeiro semestre

Cinema

Nolan testa os limites da realização cinematográfica com "A Odisseia"

Marketing

Google segue como principal porta de entrada para decisões de compra no Brasil

Estudo mostra que 64% dos consumidores recorrem espontaneamente ao buscador

Newsletter Gratuita

Tenha o melhor da cultura na palma da sua mão. Assine a newsletter gratuita de Culturize-se. Todos os dias pela manhã na sua caixa de e-mail.