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Sustentabilidade e identidade amazônica inspiram desfile no SPFW

Redação Culturize-se

Em sintonia com os debates globais sobre sustentabilidade que antecedem a COP 30, o São Paulo Fashion Week (SPFW) abriu espaço para a Amazônia na passarela com o desfile do estilista Leandro Castro, realizado em 16 de outubro. As peças apresentadas foram desenvolvidas a partir do projeto Iconografia Local Bioma Amazônico, uma iniciativa da Assintecal (Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos) em parceria com o Sebrae Nacional e o Sebrae Pará. O projeto levou o estilista a uma imersão na região amazônica, onde buscou referências culturais, ambientais e estéticas para criar uma coleção que une moda e consciência ecológica.

O Iconografia Local Bioma Amazônico é coordenado criativamente pelo estilista Walter Rodrigues, à frente do Núcleo de Pesquisa e Design da Assintecal, com colaboração da estrategista em sustentabilidade Júlia Webber. O objetivo é capacitar empreendedores locais a partir da pesquisa iconográfica, do design e da sustentabilidade, preparando-os para novas oportunidades de mercado e para a COP 30, que será realizada em Belém (PA) entre 10 e 21 de novembro. O projeto investiga aspectos diversos da cultura amazônica — do bioma à arquitetura, das festas populares à culinária — e propõe uma paleta de cores que reflete a riqueza visual da floresta.

Durante o evento, Rodrigues apresentou, no estande do Sebrae Nacional, os materiais desenvolvidos pelo projeto e as criações de Castro, destacando a importância de aproximar moda e território. Segundo ele, a proposta é valorizar a cultura local como diferencial competitivo e consolidar uma moda brasileira conectada às suas origens.

A iniciativa envolve 19 microempreendedores, grupos e artesãos amazônicos que desenvolvem biomateriais para a indústria da moda, reforçando o uso sustentável dos recursos da floresta. Entre os parceiros de Castro no projeto estão a Coomflona – Cooperativa Mista da Flona Tapajós, as artesãs da Cuias Aíra (Asarisan), a Nunghara Biojoias e o grupo Trançados do Arapiuns. Juntos, eles buscam traduzir a Amazônia em textura, forma e conceito, conectando o fazer artesanal à inovação sustentável que a moda contemporânea exige.

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