Redação Culturize-se
O Brasil voltou a figurar entre as 30 nações mais influentes do mundo no Global Soft Power Index 2026, divulgado pela consultoria Brand Finance durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos. O país subiu duas posições em relação ao ano anterior e agora ocupa o 29º lugar, consolidando-se novamente como o mais influente da América Latina.
O relatório aponta uma reconfiguração do equilíbrio global de influência, marcada pela perda de força dos EUA e pela aproximação da China. Embora os EUA mantenham a liderança, registraram a maior queda de pontuação entre todos os países avaliados, reflexo de desgaste reputacional, recuos em valores democráticos e críticas à condução política sob Donald Trump. A China, por sua vez, reduziu a diferença para menos de 1,5 ponto, avançando em governança, reputação e inovação, e superando os EUA em alguns indicadores estratégicos.
No caso brasileiro, o avanço foi impulsionado sobretudo por atributos culturais e esportivos. O país lidera globalmente em Esportes, mantém alta familiaridade internacional e se destaca como destino turístico e referência em entretenimento. Entretanto, o relatório também evidencia fragilidades persistentes: notas baixas em segurança, padrões éticos, corrupção e proteção ambiental continuam a limitar o potencial de influência do Brasil no cenário internacional.
O ranking de 2026 também trouxe movimentos relevantes entre outras nações. O Japão alcançou o terceiro lugar, impulsionado por governança e turismo; os Emirados Árabes Unidos entraram no top 10; e a Argentina teve seu melhor desempenho histórico, subindo cinco posições. Em contraste, Reino Unido, França e Alemanha registraram quedas significativas, refletindo desafios internos e perda de protagonismo global.
A nova edição do índice reforça que o soft power — a capacidade de influenciar por meio de reputação, cultura e valores — segue em transformação acelerada, moldado por tensões geopolíticas, mudanças de liderança e disputas narrativas em escala global.