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Com disco novo a caminho, Sabrina Carpenter declara guerra ao celular em shows

Redação Culturize-se

A sensação pop Sabrina Carpenter está no auge: conquistou seu primeiro número 1 na Billboard Hot 100 com o contagiante single “Manchild”. Mas, apesar da carreira em ascensão, a artista também está preocupada com a experiência dos shows ao vivo — e com a forma como o público moderno se envolve com ela. Em uma entrevista recente à Rolling Stone, Carpenter revelou que está aberta à ideia de adotar uma política de bloqueio de celulares em suas apresentações, juntando-se a um número crescente de grandes artistas que pedem aos fãs que deixem os aparelhos de lado para viverem o momento.

A inspiração para essa mudança veio de uma fonte improvável, mas poderosa: um show do Silk Sonic em Las Vegas. “Fui assistir ao Silk Sonic em Vegas, e eles travaram meu celular”, contou Carpenter. “Nunca tive uma experiência melhor em um show. Senti genuinamente que estava de volta aos anos 70 — não que eu estivesse viva —, mas senti como se estivesse lá. Todo mundo cantando, dançando, se olhando, rindo. Foi realmente muito bonito.”

Embora entusiasmada com a ideia, Carpenter reconheceu que isso pode não agradar a sua base jovem de fãs, altamente dependente dos celulares. “Isso vai irritar meus fãs, com certeza”, admitiu. “Mas dependendo de quanto tempo eu quiser continuar em turnê, e da idade que eu tiver… garota, tira esses celulares. Vocês não podem dar zoom na minha cara. Agora minha pele está macia e viçosa. Tudo bem. Mas não deem zoom em mim quando eu estiver com 80 anos no palco.”

O ano tem sido transformador para Carpenter, que não apenas lançou um dos maiores hits pop de 2025 com “Manchild”, como também se prepara para lançar “Man’s Best Friend”, continuação direta de seu elogiado álbum “Short ’n Sweet”. Na conversa com a Rolling Stone, ela também falou sobre sua participação ao lado de Paul Simon no especial de 50 anos do Saturday Night Live, uma experiência que descreveu como surreal. “Tem algo em estar ao lado de alguém que basicamente escreveu metade do cancioneiro americano”, disse.

Foto: Reprodução/Rolling Stone

A entrevista também revelou sua capacidade de colher conselhos de lendas da música. Carpenter lembrou uma frase marcante de Björn Ulvaeus, do ABBA: “Não leve tudo tão a sério. A diversão é o que as pessoas lembram.” Já o amor de seu colaborador frequente Jack Antonoff pela Electric Light Orchestra tem aparecido em conversas de estúdio — uma dica sobre as sonoridades que influenciam seu som em evolução.

Leia também: Sabrina Carpenter volta plena e vingativa em “Manchild”

Apesar da abertura para novas experiências, Carpenter traça limites firmes — inclusive em relação à maconha. “Gosto de coisas que cheiram bem”, brincou, explicando por que nunca foi a praia dela.

Com “Manchild” ainda dominando os charts e “Man’s Best Friend” programado para 29 de agosto, Sabrina Carpenter segue equilibrando com rara habilidade os contrastes do pop: divertida, mas reflexiva; nostálgica, mas voltada para o futuro. Com ou sem celulares nas próximas turnês, uma coisa é certa: ela quer — e consegue — manter o público prestando atenção.

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