Redação Culturize-se
Ruth E. Carter continua a redefinir os limites do reconhecimento para mulheres negras no Oscar, dando sequência a uma carreira que há décadas vem remodelando a forma como a história, a cultura e o futurismo negros são representados nas telas.
A lendária figurinista conquistou sua quinta indicação ao Oscar de Melhor Figurino pelo trabalho com “Pecadores”, de Ryan Coogler. Com essa nomeação, Carter se tornou a mulher negra mais indicada da história da Academia em qualquer categoria, superando Viola Davis, com quem estava empatada em quatro indicações. Ela agora divide o posto de terceira pessoa negra mais indicada ao Oscar com Spike Lee e Morgan Freeman, atrás apenas de Quincy Jones, com sete indicações, e Denzel Washington, com nove.
Na disputa por Melhor Figurino, Carter concorre ao lado de Deborah L. Scott (“Avatar: Fire and Ash”), Kate Hawley (“Frankenstein”), Malgosia Turzanska (“Hamnet”) e Miyako Belizzi (“Marty Supreme”). A indicação reforça seu status como uma das artesãs mais influentes do cinema contemporâneo.
O impacto de Carter, no entanto, vai muito além das premiações. Em uma carreira de mais de três décadas, ela colaborou com cineastas como Spike Lee, Steven Spielberg e Ryan Coogler, ajudando a definir a identidade visual de filmes como “Faça a Coisa Certa”, “Malcolm X”, “Amistad” e a franquia “Pantera Negra”. Seu trabalho é amplamente reconhecido por elevar o figurino a uma forma de narrativa cultural, especialmente pelo diálogo sofisticado com a história afro-americana e a diáspora africana.
Em 2019, Carter se tornou a primeira pessoa negra a vencer o Oscar de figurino, por “Pantera Negra”, em um momento histórico para a Academia. Ela voltou a vencer em 2022, com “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre”, tornando-se a única mulher negra a conquistar múltiplos Oscars. Suas indicações anteriores incluem “Malcolm X” (1992) e “Amistad” (1997), evidenciando uma trajetória marcada por rigor histórico e versatilidade artística.
