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Rio investe em espaços públicos que unem arte, lazer e meio ambiente

Redação Culturize-se

A Prefeitura do Rio desenvolve um projeto ambicioso que promete redefinir a relação da cidade com sua frente marítima na Zona Portuária. Batizado de Parque do Porto, o empreendimento abrirá ao uso público uma área até então restrita, combinando lazer, cultura, sustentabilidade e turismo. Previsto para ser construído em duas etapas, o projeto inclui um novo píer para embarque e desembarque de navios de cruzeiro, praças flutuantes, ciclovias, quadras poliesportivas, hortas comunitárias, museu a céu aberto, áreas verdes e espaços para eventos.

Inspirado no Parque do Flamengo, mas adaptado às demandas ambientais do século 21, o Parque do Porto será erguido sem aterros e com soluções inovadoras para se adequar a desafios como a elevação do nível do mar. Experiências internacionais, como o “Little Island” de Nova York, servem de referência para a proposta carioca.

A primeira fase vai da Praça Mauá ao Armazém 7, próximo ao AquaRio. Já a segunda etapa prevê a recuperação ambiental das Ilhas de Santa Bárbara e Pompeba, ambas na Baía de Guanabara, com a criação de um polo cultural inédito: um museu a céu aberto para esculturas e obras monumentais na Ilha da Pompeba, apelidado de “Inhotim carioca”. O acesso se daria por barcos partindo do cais, integrando turismo e arte contemporânea.

O projeto se soma ao processo de revitalização iniciado com o Porto Maravilha, que já atraiu nove mil novas unidades habitacionais e deve receber mais de 27 mil novos moradores nos próximos anos. A ocupação de antigos armazéns com atividades culturais e gastronômicas, viabilizada pela transferência da área alfandegada para o novo píer, abrirá a orla à circulação de pedestres, repetindo o sucesso do trecho entre a Praça Mauá e a Praça Quinze.

Paralelamente, outro ponto da cidade também se prepara para ganhar um espaço cultural de destaque. O Jardim de Alah, na Zona Sul, será revitalizado pelo Consórcio Rio + Verde e receberá um parque de esculturas a céu aberto com até 40 obras de artistas consagrados. A gestão ficará a cargo de Ricardo Piquet, 61 anos, responsável pelo Museu do Amanhã e outros equipamentos culturais pelo país.

Com essas iniciativas, o Rio de Janeiro reforça sua vocação de cidade que integra paisagem, cultura e inovação urbana, apostando em projetos que combinam recuperação ambiental, fruição artística e estímulo à convivência. Tanto o Parque do Porto quanto o novo polo no Jardim de Alah prometem ampliar o acesso a espaços públicos de qualidade e projetar a cidade como referência em revitalização cultural e sustentável.

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