Reinaldo Glioche
A produtora BAHAEZ chega ao mercado audiovisual brasileiro com um propósito definido: ampliar a presença e a representatividade da comunidade LGBTQIAPN+ nas telas. Em sua estreia, a empresa anuncia a adaptação de duas obras marcantes da literatura queer contemporânea: “Liz Flores É Uma Farsa”, de Vic Mendes, e “Apenas Para Garotas”, de Leo Gumz.
Além das adaptações literárias, a produtora prepara uma série original com temática LGBTQIAPN+, criada por Luíza Fazio, roteirista com passagens por sucessos como “Sintonia”, “Amor da Minha Vida” e “De Volta aos 15”.
A BAHAEZ também marca presença na 34ª edição do Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro com o curta “Mania”, estrelado por Clarissa Müller e Sharon Cho, com roteiro e direção de Malu Alves. A produção já foi reconhecida internacionalmente, vencendo o prêmio de Melhor Filme de Romance no Los Angeles Movie and Music Video Awards. A exibição nacional está marcada para o dia 25 de abril, às 21h, no Estação NET Botafogo.

No campo dos longas-metragens, dois projetos seguem em fase de captação, ambos com cartas de intenção assinadas por nomes como Giovanna Grigio, Gabi Lisboa, Faiska, Pedro Goffman e Sharon Cho.
Fundada por Alice Chiappetta e Henrique Osse, a BAHAEZ nasceu do desejo de transformar ideias em narrativas com impacto social. “A ideia da produtora já vinha sendo amadurecida há algum tempo. Antes de anunciá-la, queríamos ter projetos concretos em mãos. Esse continua sendo nosso maior desafio: transformar ideias em obras reais e representativas”, afirma Osse.
Chiappetta ressalta o comprometimento da produtora com seus princípios desde o início. “Mesmo ainda no começo da trajetória, conseguimos entregar dez campanhas publicitárias alinhadas aos nossos valores. Agora, o foco está nas obras de ficção — e, com parceiros engajados, estamos trabalhando para colocá-las no ar já em 2026.”
Com experiência acumulada em projetos para plataformas como Netflix, Disney+, Amazon e Globoplay, além de marcas como Adidas, Coca-Cola e Samsung, a dupla de sócios afirma que a criação da produtora marca um ponto de virada. “Chegou o momento de alinhar nossa carreira ao nosso propósito: promover diversidade e sentimento de pertencimento nas produções brasileiras”, diz Chiappetta. “A BAHAEZ é mais que uma empresa. É a materialização de um sonho: o sonho de viver de cinema, e mais do que isso, de viver de cinema queer brasileiro.”