Redação Culturize-se
Marcando mais uma colaboração de peso entre a atriz Milla Jovovich e o diretor Paul W.S. Anderson, “Nas Terras Perdidas” estreia nos cinemas brasileiros em 17 de abril com distribuição da Diamond Films. Baseado em um conto de George R.R. Martin, o longa promete transportar o público para um universo de fantasia sombria, onde desejos têm um preço alto e o sobrenatural espreita a cada passo.
Milla Jovovich interpreta Gray Alys, uma temida feiticeira conhecida por realizar os desejos daqueles que a procuram — mas sempre cobrando um preço catastrófico. A personagem é descrita por Anderson como uma versão humana de “The Monkey’s Paw”, clássico conto de horror em que desejos atendidos se tornam maldições. Gray Alys é convocada por uma rainha (vivida por Amara Okereke) para cumprir uma missão quase suicida: atravessar as traiçoeiras Terras Perdidas em busca de um artefato capaz de transformar um ser humano em lobisomem.

Neste cenário pós-apocalíptico, repleto de perigos e reviravoltas, Alys encontra um improvável aliado: o caçador Boyce, interpretado por Dave Bautista. Conhecedor das Terras Perdidas como poucos, Boyce é um personagem marcado tanto por sua força física quanto pelo mistério que o envolve. Ao lado da feiticeira, ele forma uma parceria improvável, mas poderosa — e o relacionamento entre os dois vai se aprofundando ao longo da jornada.
Bautista, conhecido por sua participação em franquias como “Guardiões da Galáxia”, “Duna” e “Blade Runner 2049″, revelou que foi imediatamente cativado pelo roteiro de “Nas Terras Perdidas”. “Sou um grande fã do gênero fantasia”, afirmou o ator. “Temos lobisomens, vampiros, demônios… Eu adoro isso. Mas o que me conquistou mesmo foi a pegada de faroeste da história.” Segundo ele, o personagem Boyce o fez lembrar Clint Eastwood — referência que também ecoa nos comentários do produtor Jeremy Bolt, que o comparou a figuras icônicas como Charles Bronson em “Era uma Vez no Oeste”.
Além da ambientação sombria e épica, o longa também se destaca por trazer uma abordagem mais equilibrada entre seus protagonistas. Anderson destaca que, ao contrário de outros filmes em que Milla era o centro absoluto da ação, desta vez há uma igualdade entre Alys e Boyce. “Às vezes eles brigam, às vezes se apaixonam. Foi incrível fazer um filme em que ambos têm o mesmo peso”, comenta o diretor, que também é marido de Jovovich na vida real.
Essa parceria dentro e fora das telas entre Jovovich e Anderson já rendeu frutos marcantes no cinema, como a franquia Resident Evil. Em “Nas Terras Perdidas”, ela atinge um novo patamar. A atriz elogia a forma como o diretor adaptou a obra de Martin: “Paul deu à história curta de George R.R. Martin sua própria visão especial, transformando este texto não muito longo em uma grande e épica aventura de ação como só ele sabe fazer. Tem imagens românticas, ótimos personagens, diálogos belos… Mas sempre com o impacto e a intensidade de um filme do Paul.”
O trabalho de Anderson também é ressaltado por sua atenção aos detalhes e domínio técnico, especialmente em cenas de ação com efeitos visuais complexos. Segundo Milla, “ele já chega ao set com tudo pronto. A pesquisa, o storyboard, a montagem… ele sabe exatamente o que quer.”

Já Bautista, ao falar sobre dividir a cena com Jovovich, não escondeu sua admiração: “No primeiro dia de filmagens, eu não parava de beliscar meu braço. Não conseguia acreditar que estava filmando com ela.” O respeito mútuo e a entrega dos atores são destacados por Anderson, que afirma ter orgulho da nuance e profundidade emocional que ambos entregaram ao filme, indo muito além do que normalmente se espera de heróis de ação.
Com elementos de fantasia, horror, romance, e até toques de western, “Nas Terras Perdidas” surge como uma obra ambiciosa e cheia de camadas. O filme, porém, não cativou o público nos EUA, onde o filme naufragou nas bilheterias.