Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Mostra revela fase conceitual de Antonio Dias na Itália

Redação Culturize-se

A galeria Gomide&Co inaugura nesta terça-feira (10), a exposição “Antonio Dias / Image + Mirage”, primeira individual do artista paraibano (1944-2018) no espaço. Desenvolvida em parceria com a Sprovieri, de Londres, a mostra reúne sete pinturas históricas realizadas entre 1968 e 1971, preservadas por Gió Marconi, filho do lendário galerista italiano Giorgio Marconi.

A exposição, que permanece em cartaz até 21 de março, documenta um momento decisivo na trajetória de Dias: seus anos iniciais em Milão, quando consolidou uma linguagem conceitual que marcaria toda sua produção posterior. As obras apresentam superfícies austeras combinadas a palavras, frases e diagramas, operando como comentários autorreflexivos sobre o fazer artístico como atividade mental.

Com organização e texto crítico de Gustavo Motta — considerado um dos principais intelectuais da nova geração dedicados ao estudo de Antonio Dias — e expografia de Deyson Gilbert, a mostra oferece um olhar contemporâneo sobre esse período fundamental. Nascido em Campina Grande em 1944, Dias iniciou sua carreira no Rio de Janeiro, destacando-se pela produção associada à Pop Arte e à Nova Figuração. Em meados dos anos 1960, deixou o Brasil sob a Ditadura Militar e seguiu para Paris, após receber bolsa do governo francês.

Na Europa, o trabalho de Dias chamou a atenção de Giorgio Marconi, fundador do Studio Marconi, referência da arte contemporânea milanesa. Sob representação da galeria, o artista estabeleceu residência na cidade, desenvolvendo estreitas relações com nomes como Mario Schifano, Luciano Fabro e Alighiero Boetti.

Foto: Divulgação

As pinturas expostas sintetizam uma virada em que a obra se torna simultaneamente mais sóbria e reflexiva. Por meio de campos monocromáticos e estruturas diagramadas, Dias reduz a imagem ao essencial, transformando o quadro em espaço de pensamento. Como explica Motta, “o que se vê é menos importante do que o que falta” — a pintura opera como dispositivo aberto que convoca o espectador a completar sentidos.

No dia 14 de março, às 11h, haverá lançamento de publicação com o conjunto completo de obras sob guarda de Gió Marconi, seguido de mesa redonda com Gustavo Motta, Sergio Martins e Lara Cristina Casares Rivetti. A exposição também apresenta documentos inéditos do Fundo Antonio Dias do acervo do Instituto de Arte Contemporânea.

Isso pode te interessar

Tendências

Logística de alimentos entra na era da inteligência artificial

Precisão na entrega se torna fator decisivo de competitividade

Tecnologia

Apple aos 50: entre mito, inovação e poder global

Como a empresa transformou tecnologia em narrativa e construiu uma das marcas mais influentes do mundo

Radar Cultural

Museus globais se recuperam, mas crescimento é desigual

Teatro

Copacabana Palace rebatiza teatro em homenagem a Fernanda Montenegro

Newsletter Gratuita

Tenha o melhor da cultura na palma da sua mão. Assine a newsletter gratuita de Culturize-se. Todos os dias pela manhã na sua caixa de e-mail.