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Seis curtas, um novo olhar: Max transforma legado da Warner em inovação

Reinaldo Glioche

A plataforma de streaming Max estreou “Reframed: Next Gen Narratives”, antologia que reúne seis curtas-metragens baseados em filmes icônicos da Warner Bros. Pictures, revisitados por uma nova geração de cineastas. O projeto propõe uma releitura contemporânea de obras consagradas, sob o olhar de artistas diversos, engajados com questões de identidade, justiça social e inovação estética.

Com direção de nomes emergentes do audiovisual norte-americano, a coleção parte de títulos como “Nasce uma Estrela”, “As Aventuras de Robin Hood” e “Juventude Transviada”, propondo narrativas inéditas que dialogam com temas do presente e incorporam vozes historicamente sub-representadas no cinema. A iniciativa integra o WBD Access, programa da Warner Bros. Discovery voltado à inclusão de talentos diversos na indústria do entretenimento.

No curta dirigido por B. Monét, “Nasce uma Estrela” ganha nova forma ao acompanhar Clover, jovem negra alternativa que lida com a pressão da fama iminente e com as implicações de suas escolhas sobre a própria identidade e a dinâmica familiar.

Já “As Aventuras de Robin Hood”, sob direção de Monica Moore-Suriyage, vira uma história de resistência cultural: Robina enfrenta a gentrificação ao tentar salvar o negócio de sua família em um bairro ameaçado por interesses comerciais. A trama mistura justiça social e humor, com partidas de pingue-pongue no lugar de flechas.

“Ardida como Pimenta”, por sua vez, ressurge pelas mãos de Robin Cloud como uma delicada história de cura e romance entre uma ex-campeã de rodeio e sua jovem aprendiz. A diretora propõe um olhar queer e sensível sobre superação e afeto.

Em “Juventude Transviada“, Juan Pablo Arias Muñoz atualiza o drama adolescente a partir da experiência de Jim Sánchez, jovem latino rico e desajustado que encontra um novo sentido para sua vida ao prestar serviços comunitários em uma galeria de arte.

A fantasia sobrenatural entra em cena em “O Príncipe e o Mendigo”, dirigido por Tai Leclaire, artista indígena que subverte a narrativa original para falar de ancestralidade, pós-vida e reconexão espiritual. Três personagens — entre eles um espírito esquecido da cultura pop — embarcam em uma jornada por liberdade e pertencimento.

Fechando a antologia, “João e o Pé de Feijão” ganha, pelas mãos de Regan Linton, uma protagonista neurodivergente em luta por reconhecimento e justiça dentro de uma grande rede de supermercados — uma metáfora social envolta em realismo contemporâneo.

Legado e futuro

Além de homenagear o centenário da Warner Bros., Reframed: Next Gen Narratives reflete a aposta do estúdio em formatos curtos e criadores fora do mainstream. A produção conta com a parceria de instituições como o Los Angeles Latino International Film Festival, Sundance Indigenous Lab, Outfest, Visual Communications e ReelAbilities.

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