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Marcas de cerveja apostam em shows internacionais para bombar marketing

Redação Culturize-se

A indústria cervejeira no Brasil nunca investiu tanto em experiências culturais quanto agora. Em um cenário de competição acirrada e consumidores cada vez mais movidos por propósito e vivência, marcas como Heineken, Budweiser e Spaten têm transformado seus produtos em símbolos de lifestyle. O foco vai muito além da bebida. A ideia é construir universos de pertencimento por meio da música, do esporte e de eventos que unem milhões de pessoas sob a mesma atmosfera de celebração. Essas marcas assume, portanto, uma faceta menos publicitária, mais emocional.

Entre as ações mais aguardadas de 2025 está o festival da Heineken, que promete ser um marco na agenda cultural de São Paulo. Previsto para o dia 25 de outubro, o evento deverá reunir artistas nacionais e internacionais em uma celebração gratuita — uma estratégia que reforça a imagem democrática e cosmopolita da marca. Segundo rumores divulgados pelo jornalista José Norberto Flesch, a estrela principal será Demi Lovato, que lança seu novo álbum, “It’s Not That Deep”, na véspera do festival. Entre os nomes cotados também estão Luísa Sonza, Duda Beat, Carol Biazin e MC Cabelinho, reforçando o tom plural da curadoria musical.

Mais do que um lineup potente, a proposta da Heineken é se posicionar como promotora de experiências sustentáveis e criativas. O festival será o primeiro projeto autoral da marca no país, resultado de anos de parcerias em eventos como o Popload e o Queremos!. A produção deve unir tecnologia imersiva, com iluminação e som de ponta, e um compromisso ambiental que inclui reciclagem e uso de energia renovável. Com estrutura híbrida — mesclando palcos principais e áreas experimentais —, o evento busca integrar gêneros como o indie, o eletrônico e o pop, conectando públicos diversos em um mesmo espaço urbano.

A Heineken tem ampliado seus investimentos culturais desde 2023, com um aumento de 15% no engajamento em projetos de música e arte. O novo festival marca um passo decisivo em sua estratégia global, consolidando a marca como referência em marketing de experiência e ampliando sua relação com as comunidades locais. Oficinas para jovens músicos periféricos também integram o projeto, reforçando a aposta na cultura como vetor de transformação social.

Budweiser e a celebração dos fãs com o Maroon 5

A Budweiser, por sua vez, decidiu reforçar sua identidade de marca global com um toque de exclusividade. A empresa anunciou o lançamento da plataforma Bud Live, que estreia com um show do Maroon 5 em São Paulo, previsto para dezembro. O evento não terá ingressos à venda — apenas três mil fãs selecionados participarão da noite histórica, em um formato que mistura exclusividade e engajamento digital.

A escolha do Maroon 5 reflete a sinergia entre o grupo e o público brasileiro, conhecido por sua devoção. O vocalista Adam Levine já declarou que o país é um dos lugares mais emocionantes para tocar, e a Budweiser aposta nessa conexão emocional como base de sua nova plataforma. A ideia é que a Bud Live transforme o Brasil no epicentro de shows internacionais de grande impacto, promovendo a música como experiência coletiva.

Leia também: Maroon 5 tenta reencontrar sua essência em “Love is Like”, mas o retorno soa tímido

Mariana Santos, diretora de marketing da Budweiser no Brasil, reforça que a iniciativa é parte do DNA da marca, que sempre buscou conectar pessoas por meio da celebração. A marca aposta em fãs como protagonistas das histórias, um movimento que se alinha às tendências globais de marketing afetivo, em que emoção e autenticidade substituem o discurso comercial.

O revés da Spaten

Mas nem todas as iniciativas de marketing cervejeiro terminaram em aplausos. No final de setembro, o Spaten Fight Night 2, terminou de forma caótica durante a luta entre Acelino “Popó” Freitas e Wanderlei Silva. O combate, que seria apenas uma exibição de boxe, foi interrompido após Wanderlei ser desclassificado no quarto round por aplicar golpes ilegais, incluindo cabeçadas. A decisão gerou revolta e provocou uma briga generalizada no ringue, com integrantes das equipes de ambos os lutadores trocando agressões. No meio da confusão, Wanderlei acabou sendo atingido por um soco por trás, desferido por Rafael Freitas, filho de Popó, e caiu desacordado.

O ex-lutador do UFC foi levado ao hospital, onde recebeu suturas e exames que detectaram uma fratura no nariz e cortes no rosto, mas sem lesões mais graves. Após o episódio, Popó divulgou um pedido público de desculpas, lamentando a violência e afirmando que a intenção era apenas promover um espetáculo esportivo. A marca Spaten, patrocinadora do evento, repudiou os acontecimentos e ressaltou seus valores de respeito e fair play. Mas o prejuízo à marca estava posto.

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