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Lollapalooza Brasil 2026 encerra edição histórica com diversidade e shows marcantes

Redação Culturize-se

O Lollapalooza Brasil chegou ao fim no último domingo (22), no Autódromo de Interlagos, consolidando uma das edições mais fortes de sua história recente. Ao longo de três dias, cerca de 285 mil pessoas passaram pelo evento, que reuniu mais de 70 atrações e apostou em uma curadoria diversa, equilibrando grandes nomes internacionais, artistas em ascensão e uma presença consistente da música brasileira.

Sabrina Carpenter | Foto: Diego Padilha

O último dia sintetizou o espírito do festival: uma maratona sonora que transitou entre gêneros, gerações e atmosferas distintas, mantendo o público engajado até os momentos finais. No Palco Budweiser, o encerramento ficou a cargo de Tyler, The Creator, que realizou sua primeira apresentação solo no Brasil. Com forte apelo visual e um repertório que mesclou faixas recentes e sucessos como “EARFQUAKE”, o artista entregou um espetáculo coeso, reafirmando sua posição como um dos nomes mais inventivos do rap contemporâneo.

Antes dele, o palco já havia sido aquecido por nomes como Djo, que surpreendeu parte do público com uma performance envolvente, e pela intensidade do Turnstile. O grupo transformou sua apresentação em um dos momentos mais energéticos do festival, com direito à tradicional interação direta com a plateia e um setlist que reforçou sua identidade entre o hardcore e o alternativo.

No Palco Samsung Galaxy, o tom foi mais emocional. A cantora neozelandesa Lorde protagonizou um dos momentos mais marcantes da noite. Em sua quarta passagem pelo Brasil, a artista apresentou um show que percorreu diferentes fases de sua carreira, com destaque para o álbum “Virgin” (2025), que marca uma virada estética mais experimental em relação ao anterior “Solar Power”. A performance de “Liability”, acompanhada por um mar de luzes do público, sintetizou a conexão entre artista e plateia.

Outros destaques do palco incluíram Addison Rae, que reforçou sua transição para o pop com um show coreografado e de forte apelo visual, e a dupla Royel Otis, que manteve o clima indie no fim de tarde.

A diversidade também marcou o Palco Flying Fish, com apresentações que foram do experimental ao urbano. Oruã explorou sonoridades psicodélicas, enquanto FBC apostou na fusão entre rap e funk. Um dos momentos mais comentados foi a estreia no Brasil do KATSEYE, que atraiu um público jovem e consolidou sua crescente popularidade global.

A cantora Chappel Roam | Foto: Diego Padilha

Na música eletrônica, o palco Perry’s by Fiat manteve a pista em movimento ao longo de todo o dia. O encerramento ficou por conta da DJ sul-coreana Peggy Gou, que transformou o espaço em uma celebração coletiva com sets que misturaram house e techno melódico.

Mais do que os números expressivos, incluindo 56% dos ingressos vendidos na modalidade para os três dias, o Lollapalooza 2026 reforçou sua identidade como um festival de experiências. A combinação entre grandes headliners, apostas certeiras e uma curadoria atenta às transformações da música global fez desta edição um retrato consistente do presente, e das possíveis direções, da indústria musical.

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