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Instituto Tomie Ohtake recebe videoinstalação imersiva de Pablo Lobato

Redação Culturize-se

O Instituto Tomie Ohtake recebe, a partir de 19 de março, a exposição “Profanações”, individual do artista Pablo Lobato concebida como uma videoinstalação imersiva. Com curadoria de Moacir dos Anjos e realização do Ministério da Cultura e do Nubank, a mostra fica em cartaz até 24 de maio e reúne três filmes produzidos entre 2011 e 2015 — Bronze revirado, Folia e Corda — apresentados como uma obra única que articula imagem, som e arquitetura.

A experiência começa antes mesmo das projeções. O público é convidado a retirar os sapatos e atravessar um corredor e uma antessala projetados como zona de transição: penumbra, curvas, variações de luz e estímulos táteis desaceleram o corpo e preparam a percepção para o que está por vir. Trata-se de um gesto deliberado — a entrada na exposição já é parte da obra.

No espaço principal, as três projeções se alternam continuamente, configurando um ambiente no qual pausas, repetições e variações tornam-se elementos estruturais. Mais do que uma sucessão de vídeos, o visitante encontra um campo compartilhado de duração, no qual imagem e som constroem juntos um fluxo que não se encerra. Cada pessoa é convidada a ajustar seu próprio tempo de permanência, estabelecendo uma relação ativa com o que vê e escuta.

Os três filmes foram realizados em contextos distintos e têm em comum a presença de práticas e rituais religiosos. A aproximação entre eles, no entanto, não partiu do próprio artista. “Eu não me oriento por temas ao realizar meus trabalhos. Foi o Moacir dos Anjos quem primeiro propôs aproximar essas três obras e, a partir dessa leitura, tornou-se mais evidente que elas tocam o religioso justamente no ponto em que algo se desloca”, explica Pablo Lobato.

Foto: Pablo Lobato

No texto curatorial, Moacir dos Anjos descreve a exposição como um ambiente poroso, do qual emergem memórias de violências, resistências e crenças que marcaram, e ainda marcam, a história do Brasil. Para o curador, a força de “Profanações” está justamente no apagamento da fronteira entre o sagrado e o mundano: “Borram-se os limites entre o religioso e o cotidiano”, afirma.

Pablo Lobato, nascido em Bom Despacho (MG) em 1976, é um dos nomes mais reconhecidos da arte contemporânea brasileira. Com formação em artes, cinema e fotografia pela PUC Minas, o artista acumula mais de vinte prêmios por sua produção cinematográfica e tem obras em coleções de instituições como o Museum of Modern Art (EUA), o Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofía (Espanha) e o Museu de Arte do Rio de Janeiro.

“Profanações” é apresentada paralelamente às mostras “Existe uma vida inteira que tu não conhece”, do artista carioca Allan Weber, e “Etcétera”, que celebra os cinquenta anos de carreira do arquiteto Isay Weinfeld.

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