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Aos 20 anos, Inhotim celebra sua história e inaugura um novo ciclo institucional

Redação Culturize-se

Em 2026, o Instituto Inhotim completa 20 anos de abertura ao público e transforma a data em um ponto de inflexão entre passado, presente e futuro. Guiado pela ideia de que “é sempre tempo de Inhotim”, o museu-parque inaugura um amplo ciclo comemorativo que atravessa todo o ano, articulando suas três frentes estruturantes — arte, natureza e educação — em uma programação que reafirma sua posição como o maior museu a céu aberto da América Latina.

Ao longo do calendário, estão previstas oito inaugurações, entre exposições, obras comissionadas e requalificações de galerias, reunindo nomes consagrados e artistas de diferentes gerações. Entre os destaques estão a exposição comemorativa dos 20 anos, que revisita marcos da trajetória institucional e projeta caminhos futuros; uma escultura monumental inédita de Lais Myrrha, criada especialmente para o parque; e o retorno de The Murder of Crows (2009), de Janet Cardiff & George Bures Miller, uma das instalações sonoras mais emblemáticas da história do Inhotim.

A programação artística tem início em 7 de fevereiro com O Barco – Ato III (2026), de Grada Kilomba, que encerra o ciclo iniciado em 2024 no museu e consolida um memorial imersivo sobre diáspora, violência e memória. Na mesma data, o público confere Esconjuro – Verão (2026), de Paulo Nazareth, última etapa de uma série que propõe reflexões sobre espiritualidade, território e ancestralidade afro-brasileira.

Em abril, três novas exposições ampliam o percurso curatorial. Dalton Paula apresenta uma mostra panorâmica que articula processos de cura, educação e transmissão de saberes. Lais Myrrha estreia Contraplano (2025), obra que dissolve fronteiras entre arquitetura e paisagem, enquanto davi de jesus do nascimento ocupa a recém-reformada Galeria Nascente com uma instalação inspirada nas margens do Rio São Francisco.

O segundo semestre concentra momentos simbólicos. Em setembro, a exposição dos 20 anos será inaugurada no Centro de Educação e Cultura Burle Marx, com abordagem imersiva baseada em extensa pesquisa documental. Em outubro, o Inhotim promove a requalificação da Galeria Cildo Meireles, que passa a abrigar Missão/Missões (Como Construir Catedrais) (1987), consolidando o mais relevante conjunto do artista em exibição permanente. O aniversário será celebrado com programação gratuita e show musical.

Mais do que celebrar uma trajetória, o Inhotim destaca a transformação institucional iniciada em 2022, quando o fundador doou integralmente o acervo, os ativos e a área de visitação. Desde então, a instituição vem investindo em governança, sustentabilidade e transparência, fortalecendo sua autonomia e ampliando o acesso gratuito.

Essa visão se estende aos programas de natureza e educação. O Seminário Internacional Transmutar, em junho, consolida-se como espaço de debate sobre transição ecológica, enquanto o Programa de Educação e Território prevê a concessão de 79 bolsas de pesquisa e incentivo, beneficiando jovens, educadores e moradores de Brumadinho. Ao completar duas décadas, o Inhotim reafirma sua vocação: criar experiências singulares a partir do encontro entre arte contemporânea, biodiversidade e território, com os olhos voltados para o futuro.

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