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Timothée Chalamet se firma como o único astro da geração Z

Reinaldo Glioche

Que Timothée Chalamet é um astro de cinema não restam dúvidas. Ele talvez seja genuinamente o único astro de cinema da Geração Z. Extremamente midiático, realmente talentoso e com uma compreensão exata dos labirintos culturais da era TikTok, o americano de 30 anos, prestes a receber sua terceira indicação ao Oscar – pelo trabalho em “Marty Supreme” -, constrói uma aura em torno de si que clama por engajamento. É impossível ser indiferente a ele.

Uma pesquisa com pessoas influentes de Hollywood conduzida pela Bloomberg apurou que mais de 70% veem em Chalamet o próximo Tom Cruise. Há quem acredite que ele possa ser o novo Leonardo DiCaprio. As referências indicam um ator capaz de seduzir a audiência e levar público para o cinema. Embora Cruise tenha se dedicado mais a ação na última década, e cultive seu status de astro de cinema com afinco, ele já se provou um ator de gabarito dramático e cômico. Enquanto DiCaprio notabilizou-se por parcerias com cineastas autorais, em especial Martin Scorsese, e costuma conjugar filmes artisticamente ambiciosos com blockbusters de verniz mais adulto, como “A Origem” e “Ilha do Medo”.

Chalamet, que ao vencer o último SAG por sua interpretação de Bob Dylan em “Um Completo Desconhecido” proclamou “perseguir a grandeza”, parece trilhar um caminho análogo. Ele já estrelou em sete filmes indicados ao Oscar de Melhor filme. Isso em um espaço de oito anos. Algo tão impressionante quanto raro. Ele também encabeçou blockbusters como “Duna” e ‘Wonka”.

É obcecado pelas minúcias da atuação e profundamente comprometido com sua técnica; e não é modesto a respeito. Assim como DiCaprio e Cruise, já estabeleceu parcerias recorrentes com cineastas de grife. São os casos do italiano Luca Guadgnino, com quem fez “Me Chame pelo Seu Nome” e “Até os Ossos”, Dennis Villeneuve, dos dois “Duna”, e James Mangold”, que o dirigiu em “Um Completo Desconhecido” e é o responsável pelo próximo longa do ator, que será distribuído pela Paramount.

Esse projeto, aliás, foi alvo de um leilão em Hollywood, apenas por ter Chalamet atrelado a ele. Uma expressão do poder de atração que o ator já concentra. Ele já colaborou com diferentes estúdios, inclusive com a Netflix, costurando um network valioso em uma indústria cada vez mais saturada e carente de estrelas capazes de furar a bolha das propriedades intelectuais que, desde a ascensão da Marvel, dominaram Hollywood.

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