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142 mil ricos devem trocar de país até o fim do ano em maior migração de riqueza da década

Redação Culturize-se

Um recorde histórico de 142 mil milionários está prestes a realocar suas fortunas e residências até o final de 2025, de acordo com um relatório da consultoria global Henley & Partners divulgado na última semana. Os dados revelam um redesenho radical no mapa da riqueza mundial, com potências tradicionais como Reino Unido e China sofrendo fuga de capital, enquanto destinos como Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos consolidam seu apelo entre a elite financeira.

O estudo aponta o Reino Unido como o grande perdedor neste movimento, com projeção de saída líquida de 16.500 milionários (patrimônio acima de US$ 1 milhão) — o maior número já registrado para um país em dez anos de pesquisa. As causas? Reformas tributárias agressivas, incluindo aumento de impostos sobre heranças e investimentos, além do fim de benefícios fiscais para estrangeiros residentes.

O Brasil aparece em sexto lugar no ranking de “fuga de riqueza”, com estimativa de perda de 1.200 milionários — equivalente a US$ 8,4 bilhões em capital transferido. Os destinos preferenciais dos brasileiros incluem EUA, Portugal e paraísos fiscais caribenhos, em busca de segurança jurídica e vantagens fiscais.

Os novos ímãs da riqueza

No polo oposto, os Emirados Árabes Unidos se consolidam como o principal destino, com expectativa de receber 9.800 milionários — um recorde absoluto. O país oferece o pacote completo: tributação zero sobre renda e herança, infraestrutura de luxo e programas de residência por investimento. Estados Unidos (+7.500), Itália (+3.600) e Suíça (+3.000) completam o topo, atraindo elites com combinações de estabilidade política e incentivos fiscais.

Segundo Juerg Steffen, CEO da Henley & Partners, “esta migração é um termômetro econômico sensível, indicando onde os ricos enxergam futuro seguro e oportunidades”. O movimento já impacta mercados imobiliários premium (com Dubai e Miami batendo recordes de preços) e setores de luxo. A consultoria projeta que o fenômeno se intensificará: em 2026, até 165 mil milionários podem estar em movimento, acirrando a disputa global por esse seleto grupo.

Foto: Pixabay

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