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Flor Gil lança álbum de estreia tateando identidade como cantora

Redação Culturize-se

Flor Gil, de 16 anos, lançou seu álbum de estreia, “CINEMA LOVE”, disponível em todas as plataformas de áudio. A obra reúne nove faixas que passeiam pela MPB, indie e R&B, explorando temas como amor, saudade e amadurecimento emocional. Com produção assinada por Barbara Ohana, o disco marca o início oficial da trajetória musical da artista, neta de Gilberto Gil, e carrega influências de sua vivência entre Nova York e o Rio de Janeiro.

Criada em uma família musical, Flor teve contato precoce com os palcos e com o violão. A pluralidade cultural que experimentou entre as duas cidades reflete-se na sonoridade de “CINEMA LOVE”, cantado em português e inglês. “Este disco representa uma paixão por outras pessoas e outras coisas, mas também uma paixão por mim mesma”, afirma.

Entre as participações especiais estão Carol Biazin, Maro e Vitão, que dividem os vocais com Flor em diferentes momentos do álbum. Carol aparece em “PARADISE”, um dueto pop que fala sobre amor recíproco; Maro canta em português na delicada “Choro Rosa (Versão Diamante Bruto)”, gravada em Portugal; e Vitão colabora em “SAUDADE”, faixa com letra escrita por Gilberto Gil, que reforça as raízes brasileiras da artista.

A faixa de abertura, “STARSTRUCK”, mistura groove e R&B em uma brincadeira com a palavra “saudade”, expressando a ausência através de versos bilíngues. Já a canção-título, “CINEMA LOVE”, apresenta uma virada de batida no último minuto e sintetiza a proposta do disco: “Cinema vem da ideia desse disco ser a trilha sonora da minha vida; e Love porque as canções falam de paixões, de amor e tudo que vem junto com ele”, explica Flor.

Outros destaques incluem “HELL NO”, um momento de vulnerabilidade lançado como prévia em 2024, e “INTERLUDE”, produzida pela própria artista, em que ela narra em tom poético os altos e baixos do amor. Flor também revisita “MOON RIVER”, clássico eternizado por Audrey Hepburn, com arranjo delicado conduzido pelo primo Bento Gil.

O encerramento do álbum fica por conta de “LOST IN LOVE”, canção que une piano, violinos e R&B numa reflexão sobre a entrega total ao sentimento amoroso.

Gravado entre Estados Unidos, Brasil e Portugal, “CINEMA LOVE” é um retrato íntimo da adolescência de Flor Gil. Com sensibilidade, ela propõe uma jornada emocional embalada por arranjos sofisticados e uma estética que mescla o urbano ao nostálgico.

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