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Nomes brasileiros revelam impacto direto do entretenimento na sociedade

Redação Culturize-se

A BigDataCorp, consultoria de inteligência de dados, divulgou nesta semana o estudo inédito Mapa da Popularidade dos Nomes Brasileiros, que analisa a evolução e as tendências na escolha de nomes entre 1900 e 2024. A pesquisa identificou 2,1 milhões de nomes únicos no país, mas mostrou forte concentração: pouco mais de 45 mil deles foram dados a mais de 100 pessoas e menos de 10 mil ultrapassaram o patamar de mil registros.

Um dos pontos centrais do levantamento é a influência do entretenimento na nomeação de crianças no Brasil. Ídolos da música, personagens de novelas e protagonistas de filmes marcaram gerações e impactaram diretamente os cartórios. O nome Fábio explodiu nos anos 1980 após a consolidação de Fábio Jr., enquanto Camila teve alta em 1989, acompanhando o sucesso da canção Camila, Camila, do grupo Nenhum de Nós. No mesmo período, Cássia cresceu em sintonia com a ascensão de Cássia Eller. Nos anos 2000, Sandy se espalhou pelo país no auge da dupla Sandy & Junior.

O fenômeno também veio de fora. Hermione ganhou espaço entre 2016 e 2023, impulsionado pela geração que cresceu com a saga Harry Potter. Já Moana, da Disney, teve pico de registros em 2020, quatro anos após a estreia do filme. Para o CEO da BigDataCorp, Thoran Rodrigues, os dados revelam “como a cultura que consumimos impacta decisões pessoais e simbólicas, como o nome de um filho”.

Moana Virou febre nos anos 2020 | Foto: Divulgação

O estudo também revela um movimento de criatividade crescente entre o fim dos anos 1970 e meados dos anos 1990, com auge em 1988, quando cerca de 40 mil nomes inéditos surgiram. A tendência, porém, perdeu força: em 2024, apenas 7% dos registros foram de nomes totalmente novos.

Mesmo assim, os nomes mais populares mantêm estabilidade, segundo a análise da distância de Jensen-Shannon, que mede mudanças na distribuição dos registros. Em 2024, o índice foi de 0,1432, sinalizando que o núcleo da popularidade muda lentamente.

A metodologia envolveu a compilação de dados de nascimentos no Brasil entre 1900 e 2024, a partir de órgãos oficiais, cartórios e outras fontes públicas, sempre com anonimização para preservar a privacidade. A base reúne apenas nomes com mais de 100 registros e não inclui sobrenomes.

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