Redação Culurize-se
O relatório State of the Designer 2026, divulgado pelo Figma, aponta que a inteligência artificial deixou de ser uma promessa experimental para se consolidar como ferramenta estratégica no cotidiano dos profissionais de design. Em um cenário de rápidas transformações tecnológicas, o estudo indica que a categoria tem conseguido equilibrar velocidade, qualidade e criatividade — três pilares historicamente tensionados no desenvolvimento de produtos digitais.
Segundo a pesquisa, 89% dos designers afirmam que trabalham mais rápido com o apoio da IA, enquanto 80% relatam melhora na colaboração em equipe. A tecnologia, no entanto, não se limita a acelerar fluxos: 91% dos entrevistados acreditam que as ferramentas baseadas em IA elevam a qualidade dos projetos entregues, contrariando receios iniciais de que a automação pudesse padronizar ou empobrecer o design.
O impacto também aparece nos indicadores de satisfação profissional. Designers que utilizam IA com frequência são 25% mais propensos a se declarar satisfeitos no trabalho e relatam maior influência nos resultados de negócio das empresas onde atuam. Ao automatizar tarefas operacionais e repetitivas, as plataformas liberam tempo para que esses profissionais se concentrem em estratégia, experiência do usuário e soluções de maior complexidade.
Apesar da incorporação acelerada da tecnologia, o relatório reforça que o design feito por pessoas permanece essencial. Em um contexto em que qualquer usuário pode gerar protótipos com poucos comandos, o diferencial competitivo passa a residir na sensibilidade humana, na intenção criativa e no domínio conceitual. Equipes que priorizam excelência em design apresentam maior moral interna, crescimento mais consistente e diretrizes mais claras — sobretudo quando a liderança reconhece a disciplina como estratégica.
Outro ponto central do estudo é a relação entre autonomia e desempenho. Para 87% dos profissionais, ter voz ativa e liberdade criativa impacta diretamente a qualidade do trabalho. Ao mesmo tempo, 91% afirmam que objetivos claros e expectativas bem definidas são fundamentais para que a criatividade floresça, especialmente em ambientes onde a IA amplia a participação de não designers no processo criativo.
O futuro, conclui o relatório, não pertence à tecnologia isoladamente, mas à combinação entre ferramentas inteligentes e competências humanas como sensibilidade, visão e capacidade crítica.