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Design e natureza se encontram na exposição “A Terra”, na Casa Seva

Redação Culturize-se

A Casa Seva inaugura apresenta até 22 de novembro, a exposição “Matéria.Design: A Terra”, realizada em parceria com o MateriaLAB Design. A mostra propõe uma reflexão poética e sensorial sobre a relação entre natureza, criação e matéria, reunindo obras inéditas de cinco estúdios brasileiros — André Bastos e Argus Caruso, Suite Design, Diego Motta, d.Propósito e Superlimão — que aceitaram o desafio de experimentar a terra como origem e caminho do design. O projeto busca transformar práticas e imaginar futuros mais conscientes, aproximando design e sustentabilidade por meio de técnicas ancestrais como o barro, a taipa e os pigmentos minerais.

Com curadoria de Carolina Pileggi e Carol Piccin, a exposição destaca a terra como material primordial e símbolo da própria condição humana. Vasos moldados em pau a pique, mesas em taipa de pilão, luminárias em argila e bancos que combinam barro e madeira formam uma coleção que traduz o gesto criativo como ato de cuidado. As peças revelam o encontro entre o ancestral e o contemporâneo, em um exercício de reconexão com os ciclos da Terra e de celebração da beleza natural como força regenerativa. “Trazer a terra como tema central é resgatar a ancestralidade e reafirmar sua relevância na contemporaneidade”, afirma Pileggi, fundadora da Casa Seva.

Entre os destaques, a luminária Solo, de Diego Motta, combina madeira, terra e feno em um objeto que une luz e acolhimento; a mesa Erosão, da Suite Design, expõe o contraste entre a forma geométrica e a força indomável da matéria; e as luminárias Costuras da Terra, do Superlimão, recriam fragmentos de cerâmica em impressão 3D. Cada criação traduz o equilíbrio entre técnica e sensibilidade, reforçando a ideia de que inovação e ancestralidade podem coexistir.

No ano em que o Brasil se prepara para sediar a COP30, “Matéria.Design: A Terra” reafirma o papel da arte e do design como agentes de regeneração ambiental e cultural. A mostra convida o público a refletir sobre como habitamos o mundo e a reconhecer, na própria matéria, um caminho de retorno à harmonia com o planeta.

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