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Dan Trachtenberg dá passo mais ousado na reimaginação da franquia com "Predador: Terras Selvagens"

Reinaldo Glioche

Segundo filme da série “Predador” lançado no ano – o primeiro foi a ótima animação “Predador: Assassino de Assassinos”, disponível no Disney+ -, “Terras Selvagens” representa uma evolução ousada para a franquia, que volta aos cinemas depois de 7 anos e dois filmes lançados diretamente no streaming.

O mérito é todo de Dan Trachtenberg, que quando lançou “Predador: A Caçada”, em 2022, sinalizou que existia um futuro para uma das franquias mais bacanas dos anos 80 fora do cinema de ação mais trivial e dos feat burocráticos com outra propriedade intelectual da extinta Fox, a franquia “Alien”.

O sucesso de crítica lhe deu um orçamento maior para “Terras Selvagens” e a confiança da Disney, que vem com algumas contrapartidas, para recolocar a franquia entre suas prioridades. O filme surpreendeu no primeiro final de semana nas bilheterias norte-americanas com US$ 40 milhões. As projeções davam conta de US$ 25 milhões na abertura.

Os três filmes dirigidos por Trachtenberg são os mais bem avaliados da série. Em “Terras Selvagens”, ele dá um passo ousado. Se a Disney vai apostar na franquia, ela precisa estar alinhada a certas diretrizes do estúdio. Um verniz pelos quais já passaram a Marvel e Star Wars, duas das propriedades intelectuais mais rentáveis do estúdio na atualidade. Nesse sentido, a figura do predador precisava se tornar mais humanizada. Trachtenberg, que já vinha expandindo os horizontes da franquia, saiu-se com uma boa solução.

Dek (Dimitrius Schuster-Koloamatangi) é considerado o mais fraco de seu clã, os Yautja. Banido, ele parte para o perigoso e hostil planeta Genna, com o objetivo de matar uma terrível criatura como forma de recuperar sua honra. Lá, ele descobre que o planeta é hostil e absolutamente tudo e qualquer coisa pode te matar. Ele acaba formando uma aliança com Thia (Elle Fanning), uma humanoide que também está missão exploratória naquele planeta. A própria ideia de aliança vai contra a natureza dos Yautja, mas adentramos aqui na jornada do herói – um preceito molecular da Disney.

Trachtenberg administra muito bem as expectativas do estúdio com a essência da série. “Terras Selvagens” é brutal e tem excelentes cenas de ação; consegue, ainda, forjar uma ligação orgânica com o o universo de Alien abrindo uma nova aba de possibilidades para a Disney. Tudo feito com muito esmero e habilidade.

O que chama mais a atenção é que a Disney tem tido dificuldade no manuseio de seus principais ativos. A Marvel está numa decadência irrefreável e o midas Kevin Feige pena para recolocar o MCU nos trilhos. “Star Wars” já foi alvo de diferentes estratégias e parece estar em um limbro criativo.

Trachtenberg, que tem no currículo episódios de “Black Mirror”, mostra um caminho. É verdade que a complexidade da missão e as expectativas envolvidas são consideravelmente menores, mas elas existiam. Principalmente no contexto de “Terras Selvagens”. De repente, ‘Predador” virou o ativo mais interessante de um estúdio que detém Marvel, Pixar, Star Wars e Indina Jones.

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