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Com venda à espreita, Warner cria selo para filmes independentes

Reinaldo Glioche

No Oscar 2026, a Neon pode gabaritar a categoria de Filme Internacional com produções como “O Agente Secreto”, “Valor Sentimental”, ” A Única Saída” e “Foi Apenas um Acidente”. A distribuidora vem de seis vitórias consecutivas no Festival de Cannes e ostenta o último vencedor do Oscar de Melhor Filme, “Anora”. São fatos que corroboram a expertise da empresa em gerar valor e navegar pelos prêmios mais importantes do cinema.

Em meio às negociações pela fusão com a Netflix, a Warner Bros. Discovery, grande estúdio de cinema que mais corre riscos na produção de filmes, mira esse know-how da Neon. Para isso, vai lançar um novo selo de filmes contemporâneos com foco em produções independentes, segundo informações divulgadas pelo Deadline. O projeto será liderado por três ex-executivos da Neon: Christian Parkes, Jason Wald e Spencer Collantes.

A nova marca, que será anunciada oficialmente durante o Festival de Sundance em janeiro de 2026, funcionará dentro da Warner Bros. Motion Picture Group e terá foco exclusivo em lançamentos cinematográficos globais com orçamentos controlados e campanhas de marketing inovadoras.

Parkes assumirá a liderança do selo, enquanto Wald ocupará o cargo de Diretor de Aquisições e Produção. Collantes será Vice-Presidente de Marketing e Criação. Ambos atuavam recentemente na Neon, onde Wald era Vice-Presidente Executivo de Aquisições e Produção, e Collantes ocupava a posição de Vice-Presidente de Marketing Criativo.

O projeto conta com o envolvimento de Pam Abdy e Michael De Luca, executivos reconhecidos por apoiarem cineastas emergentes. Segundo fontes, o novo selo representa uma oportunidade para a Warner descobrir e promover novas vozes no cinema.

O movimento, é verdade, responde à demanda do mercado exibidor por maior diversificação de títulos, oferecendo alternativas aos blockbusters tradicionais. A estratégia visa ampliar o catálogo do estúdio com produções que equilibrem viabilidade comercial e relevância artística. É uma iniciativa corajosa e bem-vinda, mas que soa deslocada em um momento que o futuro da empresa pode se descobrir mais vinculado ao streaming do que ao cinema.

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