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China lidera corrida na robótica com drones militares revolucionários

Redação Culturize-se

Quando o assunto é inovação em robótica, a China está ultrapassando os demais países. Apesar de ter iniciado sua industrialização apenas nos anos 1950 — décadas após nações como os Estados Unidos —, o país rapidamente se consolidou como uma potência no setor. Entre 2022 e 2023, a China foi responsável por mais da metade de todas as instalações de robôs no mundo, alcançando o segundo maior total anual já registrado — atrás apenas do próprio desempenho no ano anterior.

Esse impulso só cresce. Segundo o jornal estatal China Daily, o país já abriga mais de 450 mil empresas relacionadas à robótica. Um relatório do Morgan Stanley prevê que os drones se tornarão em breve o principal foco da produção robótica chinesa, com liderança prevista até 2028.

Avanços recentes evidenciam o domínio crescente da China em robótica militar. Pesquisadores da Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa (NUDT), principal centro de pesquisa militar do país, revelaram recentemente uma nova série de veículos aéreos não tripulados (VANTs), incluindo um “drone mosquito” incrivelmente pequeno, com apenas 1,3 centímetro de largura.

Com duas asas delicadas e três pernas ultrafinas, o drone em formato de inseto é quase invisível a olho nu. Durante uma demonstração na mídia estatal, um estudante pesquisador segurou o minúsculo robô entre dois dedos, explicando que dispositivos biônicos tão compactos são ideais para missões de vigilância e operações secretas em zonas de combate.

Embora desenvolvidos para fins militares, especialistas apontam que esses nanodrones também poderiam ser utilizados em áreas como medicina, ciência ambiental e resposta a desastres. De acordo com o site Interesting Engineering, seu tamanho e capacidade de manobra os tornam ferramentas valiosas para ambientes apertados ou perigosos.

Foto: Reprodução/Instagram

Outros VANTs recém-revelados incluem um drone militar de quatro asas controlado via smartphone e um drone lançado por projétil, que pode ser disparado por um canhão de 155 mm e atingir alvos a até 10 quilômetros de distância. Embora dados como autonomia de bateria e custos de produção não tenham sido divulgados, os dispositivos refletem a estratégia agressiva da China para igualar — e possivelmente superar — a tecnologia de defesa ocidental.

Para efeito de comparação, os nanodrones desenvolvidos nos EUA, como o Teledyne Black Hornet 4 e o Vantage Robotics Trace, oferecem cerca de 30 minutos de voo e alcance operacional de cerca de dois quilômetros. No entanto, ambos são significativamente maiores do que o novo modelo chinês — medidos em polegadas, não em centímetros.

Ainda não está claro quando esses drones serão totalmente integrados às operações militares da China, mas os sinais indicam uma implantação rápida. No ano passado, engenheiros chineses revelaram uma “nave-mãe de drones” capaz de transportar e lançar até 100 VANTs por mais de 6.400 quilômetros. Essa plataforma de 11 toneladas deve entrar em operação ainda este ano.

Se esse cronograma se confirmar, o Exército de Libertação Popular poderá começar a utilizar seus novos drones do tamanho de insetos já em 2026 — um marco que pode inaugurar um novo capítulo tanto na guerra quanto na inovação robótica.

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