Redação Culturize-se
De 27 a 31 de agosto, a Cave Galeria, de Fortaleza, participa pela primeira vez da SP-Arte Rotas Brasileiras, em São Paulo, consolidando-se como uma das vozes emergentes mais relevantes do circuito contemporâneo. Fundada pelo galerista Pedro Diógenes, com produção de Larissa Brandão e curadoria de Lucas Dilacerda, a galeria nasceu no porão de um casarão histórico na capital cearense e rapidamente ganhou projeção para além da cena regional. Sua atuação é marcada pela valorização de artistas nordestinos e pela criação de diálogos que atravessam fronteiras locais e nacionais.

Na feira, a Cave apresenta o projeto “Território Onírico”, concebido por Dilacerda como um espaço simbólico de energias inconscientes e ancestrais. A mostra reúne trabalhos de artistas como Charles Lessa, Jane Batista, Júlio Jardim e Navegante Tremembé — dois deles indicados ao Prêmio Pipa 2025. A seleção se expande com obras de nomes como Acidum Project, Barbara Banida, Cristina Vasconcelos e Telma Gadelha, formando um panorama plural da produção contemporânea nordestina. As propostas transitam do surrealismo queer reinventado por Lessa às fotografias performáticas de Batista, passando pelas esculturas híbridas de Jardim e pelas paisagens ancestrais de Tremembé, feitas com pigmentos naturais coletados da terra.
Para Pedro Diógenes, a estreia na SP-Arte é um marco na trajetória da Cave e uma oportunidade de apresentar ao público um recorte potente da produção nordestina. “Queremos mostrar trabalhos que dialogam com questões urgentes do nosso tempo e que oferecem novas perspectivas sobre o Brasil contemporâneo”, afirma. Com essa participação, a galeria amplia sua rede de conexões no circuito nacional e reafirma seu compromisso com uma curadoria experimental, diversa e decolonial, fortalecendo o papel do Nordeste no panorama das artes visuais.