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Britney Spears vende catálogo musical e se afasta ainda mais da indústria

Redação Culturize-se

Britney Spears vendeu seu catálogo musical e direitos relacionados à editora independente Primary Wave, em um acordo que a imprensa norte-americana estima girar em torno de US$ 200 milhões. Embora nem Spears nem a Primary Wave tenham confirmado publicamente os termos, diversos veículos, incluindo TMZ e Reuters, informam que o contrato inclui a participação da cantora na propriedade do catálogo. Representantes de ambas as partes se recusaram a comentar, e os detalhes financeiros precisos parecem estar protegidos por rigorosos acordos de confidencialidade.

Embora a Sony Music continue detendo e controlando as gravações master de Spears, a venda provavelmente inclui seus royalties como artista e seus direitos de publicação. Spears possui créditos de composição em quase 40 faixas de sua discografia, incluindo a balada “Everytime” e favoritas dos fãs como “Me Against the Music”, “Work Bitch!” e “S&M”. Os direitos de publicação geram receita sempre que uma música é reproduzida em streaming, transmitida, licenciada para cinema ou televisão ou utilizada em publicidade — o que os torna ativos altamente valiosos no longo prazo na era do streaming.

Se o valor estimado estiver correto, o acordo colocará Spears ao lado de outros grandes artistas que monetizaram seus catálogos nos últimos anos, como Justin Bieber, Bruce Springsteen, Bob Dylan e Shakira. A Primary Wave, que administra ou detém direitos associados a nomes como Whitney Houston, Prince e Stevie Nicks, tornou-se um agente relevante nesse mercado cada vez mais competitivo. Tanto fundos de investimento especializados quanto grandes gravadoras têm ampliado agressivamente suas aquisições de catálogos, tratando sucessos consolidados como propriedades estáveis e geradoras de receita.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O catálogo de Spears permanece culturalmente potente. Seus hits do fim dos anos 1990 e início dos 2000, como “…Baby One More Time” e “Oops!… I Did It Again”, ajudaram a definir o pop moderno. As canções continuam gerando oportunidades de licenciamento, incluindo o musical da Broadway “Once Upon a One More Time”, que estreou em 2023, e uma futura cinebiografia da Universal Pictures baseada em seu best-seller “The Woman in Me”.

A venda ocorre enquanto Spears mantém distância da indústria musical. Ela não lança um álbum desde “Glory” (2016) e não se apresenta ao vivo desde 2018, quando encerrou a turnê “Piece of Me”. Uma residência planejada em Las Vegas em 2019 acabou cancelada. Após o fim de sua tutela judicial de 13 anos em 2021 — arranjo que ela descreveu como abusivo — Spears passou a manter um perfil público relativamente discreto, comunicando-se principalmente pelas redes sociais.

Em publicação recente, ela esfriou especulações sobre um retorno aos palcos nos Estados Unidos, afirmando que “nunca mais se apresentará nos EUA” por “motivos extremamente sensíveis”, embora tenha sugerido possíveis shows no exterior. Por ora, a venda de seu catálogo representa tanto um marco financeiro quanto mais um capítulo na contínua reinvenção de uma das figuras mais escrutinadas da música pop.

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