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Brianna Capozzi celebra o erotismo do corpo feminino no livro "Womanizer"

Redação Culturize-se

O novo livro da fotógrafa norte-americana Brianna Capozzi, “Womanizer”, publicado pela editora Rizzoli nos EUA, é uma coleção de imagens quentes, solares e exuberantes que celebram o corpo feminino em toda a sua energia sensual e expressiva.

O volume reúne fotografias produzidas ao longo de 15 anos de carreira e apresenta uma sequência vibrante de mulheres retratadas em cenários glamorosos e provocativos — de telhados em Los Angeles a ambientes luxuosos em Miami e na Sunset Strip. Entre as imagens, aparecem figuras conhecidas como Miley Cyrus, Kim Kardashian, Pamela Anderson, Bella Hadid e Dua Lipa, além de modelos e amigas da fotógrafa. No conjunto, Capozzi constrói um retrato plural da feminilidade contemporânea, marcado por humor, teatralidade e liberdade estética.

Selena Gomez | Foto: Brianna Capozzi

O título do livro não é casual. Segundo Capozzi, a palavra “womanizer” serviu como guia para selecionar as imagens que entrariam na obra. Diante de milhares de fotografias disponíveis, ela repetia mentalmente o termo para identificar aquelas que capturavam a energia de sua musa ideal. “Minha musa tem uma energia muito específica”, explica em papo com a Another Magazine. “Ela é exuberante, sem pedir desculpas, selvagem e totalmente livre para ser quem é. É sexy, mas é sexy para si mesma.”

Essa filosofia atravessa cada página de “Womanizer”. As imagens transitam entre o erótico e o lúdico, entre o glamour e a espontaneidade. Há celebridades em poses inesperadas, como Chloë Sevigny brincando com referências culinárias em lingerie ou modelos posando em cenários urbanos com uma teatralidade superlativa. O objetivo, segundo a fotógrafa, é libertar a forma feminina de convenções restritivas e celebrar seu potencial expressivo.

Capozzi não é novata em retratar mulheres. Em trabalhos anteriores, como “Sisters” e “Well Behaved Women”, ela explorou temas mais densos e introspectivos. “Womanizer”, porém, segue outra direção. “Este livro é uma representação poderosa das mulheres, mas de uma maneira divertida e surreal”, afirma. “É brilhante, brincalhão e um pouco atrevido.”

Parte da força do projeto vem da relação de confiança que a fotógrafa construiu com suas modelos ao longo dos anos. Muitas delas trabalham com Capozzi repetidamente, criando um ambiente onde experimentar se torna natural. A atriz Chloë Sevigny, que escreveu o prefácio do livro, conheceu Capozzi em 2014 e desde então se tornou uma colaboradora frequente. Em um dos primeiros ensaios, Sevigny participou de uma sessão inspirada em cartazes fictícios de cinema, interpretando diferentes personagens — um exercício criativo que ajudou a consolidar a amizade entre as duas.

Esse vínculo, segundo Capozzi, é fundamental para que suas fotografias funcionem. Celebridades costumam ser cautelosas diante das câmeras, mas o ambiente de confiança permite que elas assumam riscos estéticos e performáticos. “Eu nunca faria uma mulher parecer ridícula ou desrespeitada”, afirma a fotógrafa. “Há sempre um cuidado com a forma como elas são representadas”.

Chloe Sevigny | Foto: Brianna Capozzi

Apesar do glamour exuberante das imagens, Capozzi diz que seu trabalho também se alimenta de imperfeições. Mesmo em cenários luxuosos, ela busca uma sensação de improviso e autenticidade. Objetos inesperados, de bananas a lagostas, tornam-se acessórios visuais que reforçam o caráter irreverente das fotografias.

O lançamento de “Womanizer” acontece em um momento de intensos debates sobre o controle do corpo feminino nos Estados Unidos. Para Capozzi, essa conjuntura torna o livro ainda mais significativo. Retratar mulheres confiantes e confortáveis em seus próprios corpos, diz ela, é uma forma de afirmar autonomia e resistência.

“É um momento assustador para as mulheres e seus corpos”, afirma. “Mas este livro mostra que ainda temos poder sobre nossa imagem e nossa arte. E vamos continuar lutando para manter isso.”

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