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72% das classes A, B e C não abrem mão de assinar streamings

Redação Culturize-se

Pesquisa inédita da Nexus revela que o consumo de streaming de vídeo já é um hábito consolidado para 72% dos brasileiros das classes A, B e C. O estudo, que traça um panorama detalhado do setor, mostra um mercado em expansão, onde a assinatura de múltiplas plataformas se tornou comum: enquanto 27% dos consumidores assinam apenas um serviço, 45% estão inscritos em dois ou mais, sendo que 19% assinam quatro ou mais plataformas simultaneamente.

O perfil do “heavy user” – aquele com quatro ou mais assinaturas – é predominantemente da classe A (44%), possui ensino superior completo (29%) e mora nas regiões Norte ou Centro-Oeste (24%). Na ponta oposta, os que se contentam com apenas um streaming são majoritariamente pessoas fora da População Economicamente Ativa (37%), nordestinos (35%), solteiros (34%) e integrantes da classe C (32%).

Netflix consolida-se como a gigante indiscutível do segmento. Com 59% de penetração nas classes A, B e C, a plataforma é a mais popular do país. Sua liderança é ainda mais acentuada entre o público de maior renda (71% na classe A) e escolaridade (71% com ensino superior), além de ser dominante no Sul do país (78%). A plataforma não é apenas a mais usada, mas também a mais bem-avaliada: 48% dos entrevistados a consideram a melhor e mais completa, e para 76% ela está no “top 3” de qualidade. A Netflix é particularmente preferida por mulheres (83%) e nordestinos (85%).

O cenário, porém, é de pluralidade. O Prime Video aparece como forte concorrente, sendo assinado por 33% do público e citado como uma das três melhores plataformas por 48% dos usuários, com especial popularidade na classe B (61%). O Globoplay ocupa a terceira posição (26% de assinaturas), com maior apelo entre o público maduro – baby boomers (46%) e Geração X (43%) – e moradores do Sudeste (40%). HBO Max e Disney+ completam o top 5, empatadas com 22% cada.

O que o brasileiro quer assistir?

Quando o assunto é conteúdo, os filmes são a opção preferida absoluta para 81% dos entrevistados, seguidos de perto por séries (73%). Em um distante terceiro lugar, aparecem conteúdos jornalísticos ou noticiários (27%) e documentários (26%), indicando que as plataformas são majoritariamente associadas ao entretenimento. Novelas (22%), esportes (22%) e programas infantis (14%) têm espaço significativo, enquanto reality shows (7%) e shows musicais (9%) ficam com a menor fatia de interesse.

Apesar de 35% dos entrevistados afirmarem que, de alguma forma, aumentaram o consumo de TV tradicional após assinarem streamings, a realidade é que 69% desse público consome muito mais conteúdo nas plataformas digitais do que na TV aberta ou por assinatura tradicional.

O gasto mensal com streaming se concentra nas faixas mais acessíveis: 35% dos consumidores gastam até R$ 50,00 e outros 35%, entre R$ 51,00 e R$ 100,00. Apenas 5% desembolsam mais de R$ 200,00 mensais.

O principal motor para a assinatura é cristalino: para 68% dos brasileiros, a grande variedade de filmes e séries é o motivo decisivo. O bom custo-benefício (34%) e o conteúdo exclusivo e original (29%) aparecem como fatores secundários mais relevantes. Características técnicas, como facilidade de uso (23%) e qualidade de imagem e áudio (19%), também influenciam a decisão.

Esses valores se refletem na escolha por plataformas específicas. Assinantes da Netflix (75%) e do Prime Video (73%) são os que mais valorizam a variedade. Já o preço acessível é um trunfo mais importante para HBO Max (39%) e Globoplay (37%). O conteúdo original é um grande chamariz para o Prime Video, eleito por 38% de seus assinantes como motivo principal.

A pesquisa aponta para um mercado maduro, onde o consumidor brasileiro é cada vez mais estratégico, buscando variedade e valor em um ecossistema de múltiplas opções.

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