Redação Culturize-se
Está em cartazno Museu Oscar Niemeyer (MON) a exposição individual inédita “Através”, da artista contemporânea Mariana Palma, que ocupa o Olho e os espaços da Torre com um conjunto de telas, instalações e vídeos de grande dimensão. Curada por Marc Pottier, a mostra propõe uma experiência imersiva, na qual o público é convidado a atravessar camadas de cor, tecido e imaginação, em um percurso que transita entre delicadeza e força, entre o visível e o simbólico.
A peça central da exposição é a instalação “Fluir”, criada especialmente para o Olho. Combinando tecidos, água, espelhos quebrados e iluminação especial, a obra simula a imagem de uma cachoeira que invade o espaço, servindo como núcleo conceitual da mostra. A partir dela, Mariana organizou as demais obras como desdobramentos — algumas silenciosas, outras mais intensas — todas explorando a ideia da imagem como aparição e revelação gradual. “Tudo vai se revelando aos poucos, como quem mergulha em um tecido e encontra outras camadas, outras paisagens”, explica a artista.

A mostra inclui telas que lembram cortinas de teatro com motivos florais, trabalhos que mesclam fotografia e pintura, e bordados de larga escala, resultando em uma natureza-morta contemporânea que combina elementos vivos e em decomposição. Nos Espaços Araucária, abaixo do Olho, são projetados vídeos em alta definição de flores, tema recorrente na obra de Mariana, que reforça o diálogo entre o nobre e o residual, entre memória e transformação.
O título “Através” remete à travessia de camadas, de tecido, imagem ou tempo, e é comparado pelo curador a uma passagem pelo espelho, como em “Alice no País das Maravilhas”. A exposição propõe um confronto com o inconsciente e uma exploração do irracional, incentivando o público a se libertar da realidade cotidiana.
Biografia
Nascida em São Paulo em 1979, Mariana Palma formou-se em artes plásticas pela FAAP em 2000. Ao longo de sua carreira, participou de exposições individuais e coletivas em cidades como Florianópolis, Recife, Curitiba e Ribeirão Preto, além de projetos com artistas como Albano Alfonso, Sandra Cinto e Eduardo Brandão. Sua produção inclui prêmios importantes, como o Prêmio Exposição Individual do SESC Ribeirão Preto e os Prêmios Aquisição de museus de Campinas, Ribeirão Preto e Santo André. Com obras já incorporadas ao acervo do MON, a artista consolida sua trajetória como uma das vozes relevantes da arte contemporânea brasileira, marcada pela riqueza de cores, técnicas diversificadas e exploração pictórica de múltiplos elementos.