Redação Culturize-se
“Aqueles Prestes a Morrer” (Those About to Die, no original), disponível na plataforma Diamond Films+, é uma superprodução que transporta o público ao coração da Roma Imperial no ano 79 d.C. A série, dirigida por Roland Emmerich (“Independence Day”, “O Dia Depois de Amanhã”) é um prato cheio para fãs de séries como “Roma” e “Game of Thrones”. De bônus, uma participação especial de Anthony Hopkins.
Com um total de 10 episódios, o drama combina ação, reconstrução histórica e uma abordagem sórdida, violenta e muitas vezes seminua do gênero de “espadas e sandálias”. A produção se baseia no livro homônimo de Daniel Mannix, o mesmo que inspirou o sucesso “Gladiador” (2000).
“Aqueles Prestes a Morrer” mergulha na complexa teia social e política que envolvia os espetáculos de gladiadores e as corridas de bigas no Coliseu, revelando as rivalidades e as ambições por trás do entretenimento que servia de distração para as maquinações políticas.
O grande destaque do elenco é Iwan Rheon (“Game of Thrones”) como o manipulador Tenax, que gerencia as apostas das corridas, e tem a ambição de ascender na cadeia de poder de Roma, justamente por meio das corridas.
O enredo principal se concentra nos filhos do Imperador, Titus (John Hughes) e Domitian (Jojo Macari), que disputam o futuro da liderança de Roma. Enquanto Titus joga abertamente os jogos políticos, Domitian conspira nos bastidores. A série, que teve um orçamento reportado de mais de US$ 140 milhões, cumpre o requisito de ser uma entrada substancial para fãs de dramas de época violentos.

Inteligência e emoção em meio ao caos
Apesar de, por vezes, a série ficar confusa pela quantidade de personagens e múltiplas linhas de enredo, incluindo espanhóis em corridas de bigas, sírios, patrícios ricos conspiradores e os próprios gladiadores, ela oferece momentos de destaque.
Um dos subenredos mais elogiados envolve Cala (Sara Martins), uma mulher cuja inteligência e compromisso a tornam a melhor parte da série. Ela é uma mãe que busca resgatar seus três filhos capturados pelo império. Além dela, o arco de Kwame (Moe Hashim), um rastreador de leões transformado em gladiador, se destaca na primeira metade da temporada.
A série funciona alternando entre maquinações políticas repetitivas e cenas de luta impressionantes, ou reviravoltas emocionais. No entanto, sua temática de negócios de bastidores, traições violentas e lutas de classes se mostra surpreendentemente oportuna, ressaltando que, apesar de estarmos a séculos de distância dos gladiadores, a natureza humana e seus jogos de poder permanecem os mesmos.