Reinaldo Glioche
Em um cenário de concorrência acirrada no streaming e de declínio da TV por assinatura, chama a atenção a aposta da A AMC Networks de lançar na América Latina o AMC Series, canal voltado às séries da empresa, que estreia no Brasil em 1º de janeiro. A proposta é concentrar, em um único destino, algumas das séries originais mais reconhecidas do AMC Studios, reforçando a identidade do grupo. Recentemente, a empresa assinou um contrato de licenciamento com a Netflix e muitas dessas séries, como “Dark Winds”, “Brockmire” e “The Terror”, foram disponibilizadas na plataforma.
O catálogo do AMC Series reúne produções que marcaram a trajetória recente da emissora, como os dramas “Turn: Os Espiões de Washington”, “The Son” e “Rectify”. Indisponível no Brasil, a série cult “Halt and Catch Fire” poderá ser redescoberta. A oferta também contempla títulos de diferentes gêneros, incluindo a ação futurista de “Into the Badlands”, o humor de “Brockmire” e “Comic Book Men”, além do drama contemporâneo “Kevin Can F**k Himself” e da série “Parish”.

Segundo José Badini, vice-presidente de Aquisições e Programação da empresa na América Latina, o AMC Series nasce com o objetivo de ampliar a presença da marca na região e fortalecer a conexão com o público latino-americano. “Mais do que um canal, é uma experiência que impacta, emociona e conecta”, afirmou.
O lançamento, embora represente mais uma opção de oferta para quem ainda assina a TV paga, parece extemporâneo. Difícil crer em algum impacto real, até pelo fato de mais de 90% das séries que serão exibidas já se encontrarem disponíveis no streaming, especialmente no mais popular deles, a Netflix. Por outro lado, o movimento indica a leitura de que o mercado ainda é receptivo a especulações na TV por assinatura.