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A busca por comunidade e conforto no fenômeno ‘Small Town Romance’

Redação Culturize-se

Em um mundo cada vez mais complexo e acelerado, os leitores estão encontrando refúgio em lugares onde todo mundo se conhece, o café da esquina guarda os segredos da comunidade e o amor floresce de forma simples. Este é o universo do “small town romance”, um subgênero da literatura que se tornou um fenômeno editorial, impulsionado pelo TikTok e por uma busca coletiva por conforto e esperança.

Mais do que uma mera ambientação, a cidade pequena é uma protagonista. Estas narrativas, que falam de recomeços, raízes e segundas chances, transformam a comunidade em uma rede de apoio incondicional. O sucesso de séries como “Chestnut Springs”, de Elsie Silver, e “Os Amores de Dream Harbor”, da americana Melissa McTernan (que escreve sob o pseudônimo Laurie Gilmore), prova o apelo da fórmula. A onda, parte do movimento “cozy” ou “conforto” no mercado editorial, oferece uma fuga da realidade urbana estressante, apresentando histórias com pitadas de humor e drama, mas sem conflitos extremos.

A estrutura é um dos segredos do sucesso. “É como uma série de TV. Você acompanha a história principal e todo um pano de fundo com personagens que se repetem”, explica Flavia Lago, editora da Gutenberg. Os livros frequentemente exploram o clichê “grumpy/sunshine” (rabugento/ensolarada), com galãs rústicos – como o fazendeiro Logan de “Café, amor e especiarias” – que, por trás da fachada bruta, escondem um coração dourado e priorizam o prazer das parceiras. “A ideia é destacar tudo o que as mulheres merecem num relacionamento”, destaca a autora Emma Lucy.

Para as influenciadoras, como Sabrina Nunes de Souza, do perfil @psicosedelivros, o apelo está na sensação de acolhimento. “É como se fôssemos todos uma grande família”, disse em entrevista ao O Globo. A editora Paula Drummond, da Globo Livros, associa o boom ao desejo, intensificado na pandemia, de uma vida mais próxima da natureza. O gênero também se moderniza, com histórias que incluem protagonistas LGBTQIA+, provando que o aconchego das pequenas cidades é um terreno fértil para todo tipo de amor.

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