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70 anos de Guinness: o livro que transformou curiosidades em fenômeno cultural

Redação Culturize-se

O Guinness World Records completa 70 anos em 2025, celebrando uma trajetória que começou como uma curiosidade de pub e se transformou em um fenômeno editorial e cultural global. Criado em 1955 por Hugh Beaver, então diretor da cervejaria Guinness, o livro surgiu da ideia de resolver disputas informais em bares britânicos sobre fatos curiosos, como “qual a ave de caça mais rápida da Europa?”. A primeira edição foi compilada em apenas 13 semanas e, rapidamente, tornou-se um best-seller no Reino Unido.

Sete décadas depois, o Guinness é publicado em 40 idiomas, presente em mais de 100 países e já vendeu mais de 155 milhões de exemplares. Mais do que um livro de curiosidades, consolidou-se como referência cultural e símbolo da criatividade humana.

O Guinness também soube se reinventar na era digital. Hoje, soma 41 milhões de seguidores no Facebook, 28 milhões no TikTok e 13 milhões no YouTube, além de participar de programas de TV, eventos ao vivo e projetos educacionais. Essa presença multiplataforma reforça sua relevância, especialmente entre gerações mais jovens.

Recordes extraordinários e excêntricos

Ao longo dos anos, o livro reuniu histórias que vão do inspirador ao inusitado. A brasileira Elaine Davidson conquistou notoriedade como a mulher com mais piercings do mundo — mais de 15 mil, pesando 3 kg. O norte-americano Ashrita Furman estabeleceu mais de 600 recordes, dos quais mais de 200 permanecem ativos. O indiano Arshdeep Singh equilibrou 511 taças de vinho na cabeça, enquanto a canadense Sheila Bolton vestiu 360 gravatas de uma só vez.

O Brasil também tem participações marcantes, como o recolhimento de 8.825 kg de latas no Carnaval do Rio de Janeiro, em 2023. Até mesmo coleções curiosas ganharam espaço, como a de uma dentista paulista que acumulou 3.659 moldes dentários ao longo de três décadas.

Para marcar a data, a organização revelou 70 recordes inéditos ainda não reclamados e anunciou planos de continuar celebrando as próximas gerações de recordistas. “Estamos orgulhosos por construir 70 anos como curadores globais de feitos extraordinários. E que assim continue”, afirmou Craig Glenday, editor-chefe do Guinness.

Mais do que números e estatísticas, o Guinness World Records permanece como um registro da capacidade humana de superar limites — e uma fonte inesgotável de histórias que divertem, inspiram e desafiam o possível.

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