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Ethan Coen investe na autoparódia no divertido "Honey, Não!"

Por Reinaldo Glioche

Desde que se separaram criativamente, os irmãos Coen têm assumido projetos tão irregulares quanto difusos na comparação com a filmografia que construíram juntos. “Honey, Não!”, segundo filme solo de Ethan Coen, e o segundo de uma trilogia policial-lésbica estrelada por Margaret Qualley, esse fluxo é interrompido. O longa busca amparo no humor tipicamente coeniano e se estrutura de forma análoga aos filmes da dupla nos anos 90.

Na trama, a detetive particular Honey O´Donahue (Qualley) investiga mortes suspeitas em Bakersfield, Califórnia, aparentemente conectadas a uma comunidade religiosa liderada por reverendo egocêntrico vivido com a dose certa de galhofa por Chris Evans.

Os diálogos são saborosos e a presença magnética de Qualley eleva o filme a outro patamar. Chris Evans se descobre um ator coeniano e se diverte em cena. Aubrey Plaza ainda surge para tornar a brincadeira ainda mais divertida – e o filme ainda mais obrigatório para fantasias lésbicas tanto de gays como de héteros.

O longa jamais se leva a sério e Ethan Coen mergulha fundo na ideia de se autoparodiar, tornando o filme ainda mais divertido para os fãs da dupla que ajudou a trazer o cinema americano independente para o futuro.

Foto: divulgação

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