Redação Culturize-se
Quase vinte anos depois de sua publicação, “Me chame pelo seu nome”, romance de André Aciman que se tornou uma das obras contemporâneas mais marcantes sobre amor e desejo, ganha uma nova linguagem no Brasil. A Editora Planeta lança a adaptação em graphic novel do livro que conquistou leitores internacionalmente e chegou ao cinema em um premiado filme homônimo.
Adaptada para os quadrinhos por Sarah Maxwell-McNicol, a obra preserva a atmosfera e a intensidade emocional da história original, agora traduzidas em imagens. A proposta é aproximar o clássico de novos leitores e, ao mesmo tempo, oferecer aos admiradores de Aciman uma experiência diferente com personagens e cenários já conhecidos.

A história se passa durante um verão na Riviera Italiana. Elio, jovem de 17 anos, recebe Oliver, hóspede de seu pai, um acadêmico que costuma receber pesquisadores em sua casa. Inicialmente, a presença do americano provoca antipatia. Oliver é visto pelo rapaz como arrogante, irônico e excessivamente seguro de si.
A convivência, porém, transforma a relação. Entre caminhadas, almoços, partidas de tênis e longos momentos compartilhados, a amizade dá lugar a uma atração que Elio começa a perceber nos detalhes: um gesto, um olhar, a presença do outro à beira da piscina. O que emerge é uma relação marcada pela descoberta do desejo e pela intensidade de um sentimento que parece destinado a ultrapassar aquele verão.

Para Aciman, a graphic novel oferece uma nova possibilidade de aproximação com personagens que nasceram de uma experiência inicialmente imaginada. “Enquanto escrevia, acabei me apaixonando por Elio e Oliver”, afirma o autor, que destaca a maneira como Sarah Maxwell dá nova vida ao universo do romance.
A ilustradora também celebra a oportunidade de revisitar a história. Segundo ela, a adaptação busca transportar o leitor novamente àquele verão italiano e permitir que a relação entre os personagens seja redescoberta sob outra perspectiva.
Autor best-seller do The New York Times, Aciman é também professor de literatura comparada da City University of New York e editor de The Proust Project. A nova edição brasileira reafirma a permanência de “Me chame pelo seu nome” como uma história capaz de encontrar novas formas de chegar ao público.