Redação Culturize-se
A 22ª edição da SP-Arte 2026, realizada no Pavilhão da Bienal, em São Paulo, foi palco, na última semana, da entrega do SAUER Art Prize, iniciativa que busca reconhecer talentos emergentes da arte contemporânea. O vencedor desta edição foi o artista visual Gabriel Branco, que recebeu o prêmio de R$ 30 mil por sua produção marcada por forte densidade estética e conexão com vivências urbanas.
Nascido em São Mateus, na Zona Leste paulistana, Branco desenvolve um trabalho que transita entre fotografia analógica e pintura, articulando experiências pessoais e coletivas da periferia. Sua obra parte de registros autobiográficos do cotidiano urbano, que, posteriormente, se desdobram em composições pictóricas abstratas. Influenciado por sua passagem como assistente no ateliê do pintor Paulo Monteiro, o artista incorporou técnicas como a velatura, explorando gradações de cor e forma para criar imagens que tensionam percepção e subjetividade.

O SAUER Art Prize chega ao Brasil pela segunda vez, após edições realizadas na The Armory Show, em Nova York. A iniciativa reforça o compromisso da marca SAUER com o fomento à produção artística nacional e a inserção de novos nomes no circuito internacional. Na edição anterior, a vencedora foi Mayara Ferrão, cuja trajetória ganhou projeção internacional ao integrar o acervo do Museum of Modern Art (MoMA).
A seleção dos indicados foi conduzida por um júri composto por Stephanie Wenk, diretora criativa da SAUER; Fernanda Feitosa, fundadora da SP-Arte; e Diego Matos, curador e pesquisador. Entre os critérios considerados estiveram originalidade, qualidade técnica e relevância no cenário contemporâneo.
Ao destacar artistas representados por galerias participantes da feira, o prêmio amplia a visibilidade de novas vozes e fortalece a dinâmica do mercado de arte. Mais do que um reconhecimento pontual, a premiação se consolida como plataforma de projeção para trajetórias em ascensão, contribuindo para o diálogo entre a produção brasileira e o circuito global.