Redação Culturize-se
Pesquisas recentes confirmam que o sertanejo se consolidou como o gênero musical mais influente entre os jovens brasileiros, ocupando um espaço antes associado predominantemente ao pop internacional, ao rap e ao funk. Um levantamento do Datafolha, realizado em 12 capitais do País, revelou que 30% dos entrevistados entre 15 e 29 anos apontam o sertanejo como seu estilo preferido. As demais categorias — funk, pop e rap — aparecem empatadas com 24%, evidenciando uma vantagem significativa do gênero na disputa pela atenção da geração Z.
A predominância também se reflete no consumo digital. Segundo a Pro-Música Brasil, entidade que monitora o desempenho do mercado fonográfico e o volume de reproduções em streaming, o sertanejo liderou o ranking nacional por sete anos consecutivos, ocupando o topo das paradas até 2024. A mudança veio apenas em 2025, quando o pagode assumiu o primeiro lugar, mas sem reduzir o peso do sertanejo, que segue na segunda posição entre os gêneros mais executados do país.

Além da preferência declarada e do alto desempenho nas plataformas, a força do sertanejo é impulsionada pela intensa circulação de artistas no ambiente online — de lives a challenges virais — e pelo surgimento de subgêneros como o feminejo, que ampliou a identificação com o público jovem ao incorporar narrativas de protagonismo feminino e estética contemporânea.
As pesquisas indicam, portanto, que o sertanejo não só mantém sua relevância comercial, como se tornou um marcador cultural central para a geração Z, moldando comportamentos, tendências e o próprio mercado musical brasileiro.