Reinaldo Glioche
Em agosto, esta coluna noticiou o acordo bilionário da Paramount com o UFC, que prevê a transmissão de todos os eventos da maior organização de MMA do mundo na plataforma de streaming. O acordo, então, estava circunscrito aos EUA. Nesta semana, porém, Paramount e UFC anunciaram sua validade também para a América Latina, inclusive o Brasil. Com isso, o UFC Fight Pass, plataforma que a organização lançou há três anos após o fim do acordo com a Globo, será descontinuado no País.
A notícia chama a atenção porque a Paramount ensaiava um recuo em relação às transmissões esportivas no Brasil. Movimento interrompido pela nova gestão, após a compra do estúdio pela Skydance. Agora, além da Libertadores e da Sul-Americana, os assinantes do Paramount+ terão acesso, sem custo adicional, a todos os eventos do UFC no ano, a partir de janeiro de 2026.
Difícil mensurar, a esta altura, o apetite da Paramount por eventos esportivos no Brasil, mas ao trazer o principal evento do MMA no mundo para seu guarda-chuva, a empresa sinaliza ao mercado que quer mais e quer, também, diversificar seu portfólio no País.
Existe uma verdadeira corrida das plataformas de streaming pelos direitos de transmissão de eventos esportivos. A Apple anunciou na última semana um acordo milionário para transmitir a Fórmula 1 nos EUA. No Brasil, os direitos da NFL foram pulverizados nessa temporada. Netflix e Amazon entraram na concorrência pelos direitos da Libertadores a partir de 2027.
Esse mercado está em ebulição porque a fidelização de clientes está cada vez mais ligada aos eventos ao vivo e a Paramount, no contexto do Brasil, acaba de marcar um golaço.