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BTS prepara o comeback mais lucrativo da história do K-pop

Redação Culturize-se

Após uma pausa de três anos, o BTS se prepara para um retorno que pode redefinir a economia do K-pop e proporcionar um impulso bilionário à HYBE, gravadora que gerencia o grupo. De acordo com projeções da Billboard, um novo álbum e uma turnê mundial podem gerar mais de US$ 1 bilhão em receita em apenas um ano, somando ganhos de shows, produtos licenciados, vendas de álbuns e reproduções em plataformas de streaming.

O grupo, que ajudou a levar o K-pop ao mainstream ocidental e se tornou o primeiro grupo coreano a alcançar o topo da Billboard Hot 100 com “Dynamite”, em 2020, entrou em hiato em 2022 para que seus integrantes cumprissem o serviço militar obrigatório na Coreia do Sul. Durante esse período, vários deles lançaram projetos solo que obtiveram sucesso comercial e reconhecimento da crítica. A banda completa se reuniu em 1º de julho de 2025, anunciando planos para um novo álbum de estúdio previsto para a primavera de 2026. O integrante RM revelou recentemente aos fãs que o lançamento deve acontecer “no fim de março”, acrescentando que o grupo está atualmente em processo de gravação, ensaios fotográficos e filmagem do videoclipe.

A turnê que acompanhará esse retorno deve ser o principal motor financeiro da retomada. O analista Kim Hyun-yong, da Hyundai Motor Securities, projeta cerca de 65 shows com público médio de 60 mil pessoas, repetindo, e possivelmente superando, a escala da turnê Love Yourself World Tour (2018–2019), que passou por 14 países em 62 apresentações. Com o perfil global do BTS ainda mais forte, a HYBE pode mirar arenas maiores e novos mercados para atender à enorme demanda dos fãs.

Os preços dos ingressos para grandes turnês subiram em todo o mundo. Em 2024, a média foi de US$ 150,94 na América do Norte, US$ 121,12 na Europa e US$ 110,57 em outras regiões. Considerando os valores e públicos projetados para 2026, o BTS poderia vender cerca de 3,9 milhões de ingressos, gerando aproximadamente US$ 664 milhões em bilheteria — superando até a turnê Music of the Spheres, do Coldplay, que arrecadou US$ 401 milhões em 2024.

Foto: Divulgação

A venda de produtos e licenciamentos deve ser outro fator de peso. Dados da atVenu e da Billboard indicam que fãs de K-pop gastam em média US$ 50 em produtos oficiais, com 37% comprando nos shows e até 85% adquirindo itens online ou por outros canais. Aplicando essas proporções, os shows do BTS poderiam gerar US$ 72,2 milhões em vendas presenciais e US$ 280 milhões online e no varejo, totalizando US$ 352,7 milhões.

As vendas de álbuns continuam sendo um dos pilares do poder de marca do grupo. O álbum “Proof” (2022) vendeu mais de 4 milhões de cópias no mundo todo. Se o novo trabalho repetir esse desempenho, com preço médio de US$ 20 por unidade, a HYBE poderia obter mais US$ 80 milhões em vendas diretas.

O streaming completa a equação de receita. Em 2022, “Proof” rendeu ao BTS cerca de 9,22 bilhões de streams adicionais em relação a anos sem lançamentos, o que equivale a cerca de US$ 33 milhões em ganhos.

Somadas, essas quatro frentes — turnê, produtos, álbuns e streaming — podem levar o retorno do BTS em 2026 a um impressionante faturamento de US$ 1,05 bilhão.

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