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Jornalismo, diversidade e arte marcam o FALA! 2025 em Brasília

Redação Culturize-se

Entre os dias 2 e 4 de outubro, Brasília receberá a sexta edição do FALA! – Festival de Comunicação, Culturas e Jornalismo de Causas, que este ano homenageia o professor Nelson Inocêncio, mestre em comunicação e docente da Universidade de Brasília (UnB), e a educadora e musicista Lygia Garcia, primeira professora de música da rede estadual do DF. O evento, que acontece de forma gratuita na Casa Comum, na Asa Norte, reunirá jornalistas, artistas e comunicadores para debater o papel do jornalismo e da cultura na construção de um país mais justo.

De caráter itinerante e plural, o festival já passou por cidades como Belém, Recife e Salvador. Sua proposta é aproximar jornalistas, comunicadores e estudantes para refletir sobre justiça social, desigualdade e invisibilidade de grupos historicamente discriminados. Ao mesmo tempo, o FALA! abre espaço para coletivos e artistas locais, reforçando a potência criativa das periferias e a resistência cultural.

Segundo Antonio Junião, correalizador do festival, o encontro é essencial para pensar o futuro do jornalismo no país. “Promover eventos que reúnem comunicadores e suas perspectivas democráticas, atravessando cultura, arte e justiça social, é fundamental. A curadoria do FALA! expressa a pluralidade de reflexões sobre as diversas questões sociais brasileiras”, afirma.

Programação diversificada

A abertura, em 2 de outubro, contará com intervenção do poeta Akins Kinte e, logo depois, com a mesa “Tecnologias, artes e narrativas num mundo distópico: qual o lugar do jornalismo?”, reunindo os homenageados Nelson Inocêncio e Lygia Garcia, além da pesquisadora Juliana Santos e de Pedro Borges, diretor do Instituto FALA e cofundador do Alma Preta Jornalismo. O dia será encerrado com pocket show da multiartista Ana Carinhanha.

No segundo dia, 3 de outubro, a programação mescla debates, oficinas e apresentações artísticas. A mesa da manhã, “Uma cidade para todas as histórias: outras formas de ver e contar o mundo”, terá nomes como Karla Lucena (GloboNews), Webert da Cruz (Coletivo Retratação), Larissa Pontes (Portal Eficientes) e a jornalista e escritora Ariel Bentes. À tarde, haverá oficina com Carolina Oms (FAJ), exibições audiovisuais e performances de Babu Pereira e Prethaís. O encerramento do dia fica por conta da mesa “Arte e cultura: a gente não quer só comida… quer jornalismo, diversão e arte”, com representantes de coletivos, gestores e comunicadores culturais, seguida de show de Gilson Sena.

Homenageados da sexta edição do Festival Fala!, Lydia Garcia (à esquerda) e Nelson Inocêncio (ao centro). À direita, a jornalista convidada Karla Lucena | Foto: Divulgação

Já no dia 4 de outubro, o festival se despede com a mesa “Novas resistências para velhas violações: a narrativa jornalística em curso”, que contará com Denise Benedito (Amazônia Negra), Dione Moura (UnB), Andreia Coutinho (CBJC) e Catarina Duarte (Ponte Jornalismo). Também haverá oficina sobre Lei Rouanet e ferramentas digitais para o jornalismo, conduzida por Letícia Tavares (FAJ), e o debate “Políticas públicas e financiamento do jornalismo independente”, com Rosane Borges, Danutta Rodrigues, Juliana Valentim e Daiene Mendes. A cantora Cecy Wenceslau encerra a programação.

Após os três dias de atividades, todos os debates e painéis estarão disponíveis no canal oficial do festival no YouTube, ampliando o acesso às discussões propostas.

Para Junião, levar o evento a diferentes regiões é um gesto político. “Queremos ocupar territórios, dialogar com novas realidades e fortalecer redes de comunicação popular, mostrando que a resistência e a criação estão presentes em todos os cantos do país.”

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