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Álbum histórico de Ney Matogrosso, "Bandido", ganha edição de 50 anos

Redação Culturize-se

O Noize Record Club anunciou o relançamento de “Bandido” (1976), considerado um dos trabalhos mais significativos da carreira solo de Ney Matogrosso. O álbum, que marcou época na música brasileira dos anos 1970, estará disponível em edição especial limitada em vinil amarelo translúcido, já em pré-venda no site da empresa.

Os assinantes do clube receberão o LP acompanhado da Revista Noize #165, que traz matérias inéditas sobre uma das fases mais emblemáticas da trajetória do artista. A edição especial ainda inclui uma faixa bônus não presente na versão original.

“Bandido” representa o segundo álbum solo de Ney após sua saída do grupo Secos e Molhados. A produção musical ficou a cargo do próprio cantor em parceria com Rosinha de Valença – que também contribui como instrumentista na faixa “Usina de Prata” – e Guilherme de Araújo.

O repertório reúne composições de artistas já consagrados à época, incluindo Rita Lee, autora do hit “Bandido Corazón”, além de Gilberto Gil e Chico Buarque. Entre as participações especiais, destacam-se o próprio Gil ao violão em “A Gaivota” e Jaques Morelenbaum no cello das faixas com arranjos de cordas.

Diversidade musical e temática

O trabalho reflete o espírito contestatário dos anos 1970, abordando temas como integração latino-americana e revolução comportamental durante a ditadura militar brasileira. Essa perspectiva se materializa em releituras como “Pa-ran-pan-pan”, do compositor cubano Sergio de Karlo, e “Airecillos”, da pesquisadora de culturas indígenas Marlui Miranda.

Musicalmente, “Bandido” transita entre rock, bolero e samba, consolidando Ney Matogrosso como um dos principais intérpretes da música nacional. O álbum conta com o acompanhamento da banda Terceiro Mundo, formada por Roberto de Carvalho (guitarra), Jorge Olmar (violão), Berloque (bateria), Marcelo Salazar (percussão), Elias Mizrahi (teclas) e Jorge Carvalho (baixo).

A obra é considerada um marco na consolidação artística de Ney Matogrosso, capturando o cantor em seu auge vocal e performático durante uma das décadas mais efervescentes da cultura brasileira.

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