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Projeto mapeia sentimentos dos paulistanos e os transforma em espetáculo visual

Redação Culturize-se

São Paulo ganha, até 6 de setembro, uma intervenção artística que dá forma ao humor coletivo da cidade. O projeto “Como São Paulo se sente”, idealizado pela UNI Experience, busca mapear e projetar em espaços urbanos as emoções compartilhadas pelos moradores, em tempo real.

A iniciativa convida o público a participar de maneira simples: basta acessar o site, escolher entre cinco emoções primárias e compartilhar o estado de espírito do momento. Em seguida, o visitante pode enviar uma foto que será incorporada às projeções visuais espalhadas pela cidade. O objetivo é transformar sentimentos individuais em um mosaico coletivo, revelando o clima afetivo urbano.

De acordo com Janara Lopes, diretora criativa da UNI Experience, a proposta também provoca uma reflexão sobre a autoimagem e a forma como ela interfere na saúde emocional. “Postar uma selfie sem filtro virou um ato de coragem. O maior filtro talvez seja o medo de não sermos aceitos como somos. Ao eliminar filtros de beleza, a projeção busca um retrato mais real”, explica.

A UNI foi fundada por Elaine Favero e pela própria Janara Lopes, com foco no cuidado da saúde mental em organizações e comunidades. Seu braço criativo, a UNI Experience, combina psicologia, arte e tecnologia para propor experiências que estimulam a inteligência emocional coletiva.

Para Favero, o projeto é uma forma de tornar visível um aspecto muitas vezes negligenciado da vida urbana: as emoções. “Estamos falando de trazer relevância para a subjetividade e de abrir espaço para conversas sobre o que realmente importa: nosso mundo interno. A proposta é lúdica, coletiva e transformadora, com potencial de inspirar políticas públicas, novas formas de ocupação dos espaços e cuidados com a saúde mental”, afirma.

Mais do que um espetáculo visual, “Como São Paulo se sente” pretende mostrar que as emoções dos cidadãos moldam tanto a cidade quanto seus prédios e ruas. Ao iluminar esse tecido invisível, o projeto sugere que cuidar do bem-estar coletivo é também uma forma de reinventar a vida em comunidade.

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