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Entre constelações e afetos, artistas repensam o corpo na arte contemporânea

Redação Culturize-se

A Galeria Luis Maluf, em São Paulo, inaugura no próximo dia 16 de agosto a exposição conceder às constelações que nos habitam o direito de sonhar em liberdade, com curadoria da pesquisadora e jornalista Carollina Lauriano. A mostra reúne seis artistas contemporâneos que exploram o corpo para além de seus limites físicos, tratando-o como um espaço de memória, conflito e imaginação.

Com obras em pintura, escultura, instalação e imagem, os trabalhos apresentados questionam os modelos tradicionais de representação e propõem novos modos de ver e de sentir. “A exposição apresenta o corpo como uma força transformadora. As pessoas artistas na mostra exploram diferentes caminhos em busca da liberdade, levantando questões fundamentais sobre como essas práticas artísticas podem dialogar com a sociedade”, afirma o galerista Luis Maluf.

Juliana dos Santos e Flávia Ventura se destacam como polos de força na exposição. Juliana utiliza o pigmento azul da flor Clitória Ternátea para expandir o conceito de imagem em obras que ressoam em som, palavra e gesto. A artista, já exibida na Pinacoteca de São Paulo e na Bienal do Mercosul, mistura arte, história e educação em figuras que desafiam os limites do quadro.

Flávia Ventura, por outro lado, parte da pintura para investigar as interseções entre corpo, erotismo e linguagem. Suas obras evocam o silêncio e o ritual em composições terrosas e texturizadas que tensionam o olhar normativo. “A abstração, aqui, não afasta, ela aproxima”, define a curadoria.

Completam o grupo os artistas Ana Neves, Amanda Fahur, Guilherme Callegari e iah’ra. Suas criações continuam o diálogo ao tratar o corpo como território em disputa, sensível às transformações sociais e subjetivas. “Esses artistas criam discursos que interferem na construção das subjetividades e nos modos de existir”, explica Carollina, que atua como curadora independente desde 2017.

A exposição convida o público a uma escuta ativa: dos corpos, dos gestos e das narrativas que resistem à normatividade e reivindicam o direito de sonhar em liberdade.

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