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Rotação da Terra acelera e encurta dias: efeitos sutis, impacto global

Redação Culturize-se

Nos meses de junho e julho deste ano, cientistas detectaram que a Terra girou mais rápido do que o habitual em alguns dias, encurtando sua rotação em até 1,5 milissegundos. Apesar de imperceptível no cotidiano, essa aceleração preocupa pesquisadores e operadores de sistemas que dependem de extrema precisão no controle do tempo. O fenômeno, embora raro, tem explicações naturais e envolve fatores astronômicos e geofísicos.

A rotação da Terra, normalmente de 24 horas, pode sofrer pequenas variações. Entre os principais fatores que influenciam essa dinâmica estão a posição da Lua, as forças gravitacionais do Sol, alterações atmosféricas e movimentos internos no planeta. Em dias como 9 e 22 de julho e 5 de agosto, o planeta completa seu giro com milissegundos a menos, o que, para sistemas como GPS, transações bancárias e comunicação por satélite, representa desafios técnicos relevantes.

O principal agente por trás dessas recentes alterações é a Lua. Quando o satélite natural da Terra se encontra mais afastado do equador, seu campo gravitacional afeta o planeta de maneira distinta, acelerando sua rotação. Esse processo pode ser comparado ao de um pião, que gira mais rápido ou mais devagar conforme se altera seu ponto de apoio.

Além da influência lunar, outros elementos entram em jogo: eventos atmosféricos extremos, como furacões, e mudanças no núcleo terrestre podem redistribuir massas e afetar a rotação. Embora esses efeitos sejam, em geral, cumulativos e sutis, o avanço das medições atômicas permite captar variações ínfimas com exatidão.

O controle global do tempo é baseado no Tempo Universal Coordenado (UTC), que utiliza centenas de relógios atômicos espalhados pelo mundo. Para compensar as variações na rotação da Terra, segundos extras – chamados de segundos bissextos – costumavam ser inseridos periodicamente. Contudo, essa prática será abandonada até 2035, devido a problemas causados em sistemas sensíveis.

Historicamente, o planeta tem desacelerado sua rotação. Estima-se que, há bilhões de anos, os dias duravam apenas 19 horas. Contudo, desde meados da década de 2020, os cientistas observam uma tendência inversa, com a Terra girando cada vez mais rápido. Ainda não se sabe se esse comportamento marca uma mudança temporária ou uma nova fase geológica.

O fenômeno dos dias mais curtos reforça a complexa interdependência entre o cosmos e as tecnologias humanas. Enquanto o tempo passa despercebido por muitos, ele é medido, ajustado e monitorado nos bastidores para manter o mundo moderno em perfeita sincronia.

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