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Michel Melamed volta à TV com o “Polipolar Show” e leva o caos performático ao limite

Redação Culturize-se

Sete anos após o encerramento do cultuado “Bipolar Show“, o ator, diretor e dramaturgo Michel Melamed está de volta à televisão com o “Polipolar Show”, novo programa que amplia e radicaliza a proposta performática que marcou sua passagem pelo Canal Brasil. Exibida às quintas-feiras, às 21h, a atração propõe uma experiência ainda mais caótica e teatral, misturando humor, performance e debate político.

Criado e apresentado por Melamed, o “Bipolar Show” foi ao ar entre 2015 e 2018 e rapidamente conquistou um público fiel, especialmente pela forma nada convencional de conduzir entrevistas. Ali, convidados – em sua maioria atores – eram provocados a responder questionários absurdos, improvisar cenas e lidar com silêncios constrangedores. O programa se passava em dois cenários e abusava de cortes rápidos e edição fragmentada, o que reforçava seu caráter experimental.

Agora, com o “Polipolar Show”, Melamed leva essa proposta a um novo patamar. Em vez de dois cenários, são 20 ambientações diferentes dentro de um estúdio de 1.000 m² no Rio de Janeiro. No lugar de um convidado por episódio, entram três, sem contar inserções-surpresa de outras entrevistas. Tudo acontece diante de uma plateia, aumentando a sensação de evento ao vivo e imprevisível.

“O ‘Bipolar’ foi uma experiência maravilhosa e parecia que já tinha contado sua história. O que me move como artista é transgredir a expectativa”, explicou Melamed em entrevista à Folha de Pernambuco. “Quando surgiu a oportunidade de um novo projeto com o Canal Brasil, quis levar aquela linguagem ao limite.”

Nos dois primeiros episódios já exibidos, nomes como Regina Casé, MC Carol e Drica Moraes deram o tom da mistura entre conversa, performance e improviso. Para as próximas edições, estão confirmadas participações de Marco Nanini, Gregório Duvivier, Linn da Quebrada, entre outros artistas, intelectuais e ativistas. Ao todo, serão dez episódios e 30 entrevistados.

Foto: Divulgação

Mais do que ampliar o caos performático que já era marca registrada do projeto anterior, o “Polipolar Show” também aprofunda seu conteúdo. Para Melamed, o novo programa é “poli” não apenas pelos muitos cenários e vozes, mas também pela variedade de temas abordados. “Não tinha como não abraçar o debate sobre questões como racismo, homofobia e fascismo. É humor e performance, mas também é um lugar de debate de ideias”, destaca o apresentador.

Na escolha dos convidados, Melamed é categórico: o critério é o afeto. “Não me interesso em conversar com extremistas ou pessoas agressivas. Convidei quem admiro pela trajetória e pelo discurso. Felizmente, essas pessoas também têm algum tipo de afeto pelo projeto”, comenta.

Sem roteiro fixo ou perguntas pré-definidas, o “Polipolar Show” aposta no improviso e na espontaneidade. “É um encontrão. O compromisso é ouvir, aplaudir e tentar criar algo novo junto”, resume Melamed. Após a exibição no Canal Brasil, os episódios ficam disponíveis no Globoplay e no YouTube.

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